Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

26/11/2018 - 10h02min. Alterada em 26/11 às 10h02min

Dólar passa a subir com previsão de fluxo de saída, após abertura em baixa

O dólar abriu em queda ante o real nesta segunda-feira (26) em linha com as perdas da moeda americana no exterior em meio à recuperação dos preços do petróleo, mas passou a subir e renovou máximas por volta das 9h30min; também influencia a moeda o enfraquecimento do peso mexicano e do rublo russo lá fora e um movimento de antecipação de vendas dadas as expectativas de intensificação das saídas de investidores estrangeiros do País com a proximidade do fim de novembro e do ano.
O dólar abriu em queda ante o real nesta segunda-feira (26) em linha com as perdas da moeda americana no exterior em meio à recuperação dos preços do petróleo, mas passou a subir e renovou máximas por volta das 9h30min; também influencia a moeda o enfraquecimento do peso mexicano e do rublo russo lá fora e um movimento de antecipação de vendas dadas as expectativas de intensificação das saídas de investidores estrangeiros do País com a proximidade do fim de novembro e do ano.
Às 9h30min desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,27%, a R$ 3,8344. O dólar futuro de dezembro estava em alta de 0,18% neste mesmo horário, a R$ 3,8350.
"O dólar abriu em queda acompanhando o exterior, mas já inverteu sinal com a perspectiva de saída de recursos estrangeiros", disse Jefferson Rugik, diretor da Correparti. Segundo ele, o final de novembro e início de dezembro são momentos em que os fundos estrangeiros reduzem suas posições para o fechamento dos balanços do ano e também muitas empresas pagam juros e dividendos para as suas matrizes no exterior. Ou seja, deveremos ter muita saída de dólar do País e o mercado já se antecipa a este movimento.
No exterior, o dólar recua em relação ao euro, libra e a maioria das divisas emergentes e ligadas a commodities, após ter subido na sexta-feira (23) paralelamente ao recuo de quase 8% no petróleo WTI e de mais de 6% no Brent por temores relacionados à expansão da oferta da commodity e por sinais de desaceleração da economia global.
Lá fora, o índice do dólar DXY - que mensura a moeda americana ante outras seis divisas fortes - opera com fraqueza diante do fortalecimento do euro em meio a relatos de que o governo da Itália está discutindo a possibilidade de reduzir sua meta de déficit orçamentário para 2019 do atual nível proposto de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para de 2% a 2,1%, de forma a evitar o início de um procedimento disciplinar da União Europeia. Também a libra está mais forte nesta segunda, após a União Europeia ter aprovado o acordo do Brexit.
Essa decisão já era esperada e os analistas afirmam que o maior teste da separação será no início do próximo mês, quando o Parlamento britânico avaliará o documento. Já as moedas emergentes ligadas a commodities se beneficiam e sobem junto com o petróleo.