Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Mercado Financeiro

21/11/2018 - 20h27min. Alterada em 21/11 às 20h27min

Dólar não adota direção única no exterior, monitorando dados dos EUA e Fed

O dólar não apresentou sinal único em relação a outras moedas fortes nesta quarta-feira (21) mas mostrou queda na comparação com divisas de países emergentes no geral. O movimento foi, em parte, atribuído a um ajuste após o fortalecimento recente da moeda dos Estados Unidos, mas também resultado de avaliações de investidores sobre a trajetória do aperto monetário conduzido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
O dólar não apresentou sinal único em relação a outras moedas fortes nesta quarta-feira (21) mas mostrou queda na comparação com divisas de países emergentes no geral. O movimento foi, em parte, atribuído a um ajuste após o fortalecimento recente da moeda dos Estados Unidos, mas também resultado de avaliações de investidores sobre a trajetória do aperto monetário conduzido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar subia para 113,10 ienes e o euro avançava para US$ 1,1388. Já o índice DXY, que mede a moeda americana na comparação com uma cesta de outras seis divisas fortes, encerrou o pregão em queda de 0,13%, para 96,712 pontos.
Indicadores divulgados nesta quarta-feira foram o driver principal para o leve enfraquecimento enfrentado pelo dólar. As encomendas de bens duráveis apresentaram seu pior desempenho desde julho de 2017, ao caírem 4,4% na passagem de setembro para outubro, de acordo com o Departamento do Comércio, em um resultado que ficou abaixo do esperado por analistas, que projetavam baixa de 2,6%. Quanto ao mercado de trabalho nos EUA, que continua saudável, dados indicam que o número de trabalhadores americanos que apresentaram novos pedidos de auxílio-desemprego continuaram a subir na semana passada, depois de terem atingido uma baixa de quase cinco décadas em setembro.
Mesmo tendo perdido um pouco de fôlego, a moeda americana continua em níveis historicamente fortes. Na avaliação do National Bank of Australia, as revisões em baixa para as perspectivas de aumentos dos juros nos EUA devem ser o principal fator no mercado de câmbio nos próximos meses. Os contratos futuros dos Fed funds implicam, atualmente, apenas mais duas elevações de 25 pontos-base cada até dezembro de 2019, em comparação com três elevações projetadas até semana passada. O banco australiano ainda espera que o Fed aumente os juros em dezembro e aponta que o comunicado do banco central americano "provavelmente conterá uma linguagem mais forte, indicando um ritmo mais gradual de aumento dos juros".
Comentários de dirigentes do Fed, incluindo falas do presidente Jerome Powell, levantaram questões como preocupações com o crescimento econômico global e as tensões comerciais entre Washington e Pequim. Na última sexta-feira, o presidente da distrital de Filadélfia do Fed, Patrick Harker, comentou que não está pronto para apoiar uma quarta elevação nos juros no mês que vem, dadas as perspectivas modestas para a inflação. "A grande questão na cabeça de todos é a interpretação que Powell fez dos declínios nos mercados de ações", disse o diretor de estratégia de câmbio do Jefferies, Brad Bechtel.