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Porto Alegre, terça-feira, 06 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Combustíveis

Edição impressa de 06/11/2018. Alterada em 06/11 às 01h00min

Cresce fatia do pré-sal na produção de óleo e gás

Participação da região foi de 55,8%, volume considerado recorde

Participação da região foi de 55,8%, volume considerado recorde


/MAURO PIMENTEL /AFP/JC

A produção de petróleo e gás natural no Brasil, em setembro, foi de 3,196 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), informou ontem a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A participação do pré-sal, de 55,8%, foi recorde, destacou a agência em comunicado oficial. Na região, foram extraídos 1,783 milhão de boe/d, um aumento de 3,7% em relação ao mês anterior. Foram produzidos no pré-sal 1,419 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) e 58 milhões de metros cúbicos diários (m3/d) de gás natural por meio de 85 poços.

Ao todo, contabilizando pré e pós-sal, o País produziu 2,486 milhões de barris por dia de petróleo, uma redução de 1,4% ante o mês anterior e, de 5,9% frente a setembro de 2017. Já a produção de gás natural totalizou 113 milhões de m3 por dia, um aumento de 6,1% em comparação ao mês anterior e uma redução de 0,9%, se comparada com o mesmo mês do ano passado. O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 851 mil bpd de petróleo e 35,5 milhões de m3/d de gás natural.

Segundo a ANP, o aproveitamento de gás natural no Brasil no mês de setembro alcançou 97,2% do volume total produzido. Foram disponibilizados ao mercado 56,4 milhões de m3/d. A queima de gás totalizou 3,1 milhões de m3/d, uma redução de 0,6% se comparada ao mês anterior e de 7,7% em relação ao mesmo mês em 2017.

Gás de cozinha é reajustado em 8,5% nas refinarias

A Petrobras revisou o preço do GLP para consumo residencial em suas refinarias em 8,5%, para R$ 25,07, um reajuste de R$ 1,97 por botijão. No ano, a alta acumulada é de 2,8%. Desde janeiro, a estatal reajusta o botijão de gás trimestralmente. Em janeiro e abril, os valores foram reduzidos e em julho, elevado.
"A desvalorização do real frente ao dólar e as elevações nas cotações internacionais do GLP foram os principais fatores para a alta. A referência continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%", informa a Petrobras, no comunicado.
A empresa ainda argumenta que a metodologia de reajuste trimestral tem o objetivo de suavizar os impactos da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos.
No release, a Petrobras ressalta ainda que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) reconhece que o preço do produto para uso doméstico deve ser "inferior" e "diferenciado" aos praticados para o GLP com outras finalidades pelo seu "interesse para a política energética nacional".
Em nota, o Sindigás informou que o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 quilos aproximadamente 29% abaixo do preço de paridade internacional. O valor do GLP empresarial está 52,4% acima do preço do GLP para embalagens até 13 quilos.
 

Relação etanol-gasolina acelera a 61,55% em São Paulo

A relação entre os preços do etanol e da gasolina acelerou na comparação entre setembro e outubro, aponta a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O preço do litro do etanol encerrou outubro correspondendo a 61,55% do preço do litro da gasolina, acima do patamar de 59,88% verificado ao final de setembro, o mais baixo para o mês desde 2008, quando atingiu 55,31%.

"A gasolina segue em aumento, mesmo com a redução de preços nas refinarias. Ainda não percebemos esta redução nos postos. Já o etanol vinha em trajetória contrária: tinha caído muito a correlação e agora começa a devolver, em linha com a sazonalidade de fim de ano", comentou o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, Guilherme Moreira. "Até pelo fato de a correlação estar favorável ao etanol, houve um aumento de demanda, que contribui para puxar o preço", comentou.

Moreira reforçou que o uso do etanol deixa de ser vantajoso quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% do poder do combustível fóssil. Com a relação entre 70% e 70,5%, a utilização de gasolina ou etanol é considerada indiferente.

"Agora, com o câmbio menos volátil, os preços da gasolina devem passar a se comportar melhor, mas a relação ainda está bem favorável ao etanol", destacou. Ele avalia que o cálculo deve se aproximar da marca de 70% entre novembro e o início de 2019. "Como a gasolina subiu muito nos últimos meses, aumentou a diferença. Talvez demore um pouco mais do que o usual para atingir o equilíbrio", comentou.

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