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Porto Alegre, quarta-feira, 31 de outubro de 2018.
Dia das Bruxas.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Edição impressa de 31/10/2018. Alterada em 31/10 às 01h00min

Futuro ministro pede desculpas por fala sobre Argentina

O economista Paulo Guedes, principal assessor econômico do presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, pediu desculpas ontem pela forma como se dirigiu ao papel da Argentina na política de comércio exterior do futuro governo, mas voltou a afirmar que a prioridade da política econômica será o ajuste fiscal por meio de corte de gasto e não o comércio bilateral com os argentinos.
"O nosso foco, o nosso principal problema são os desequilíbrios internos, o excesso de gasto publico. Eu não quis em nenhum momento desmerecer a Argentina, o Mercosul. Eu quis dizer o seguinte: não é minha prioridade. A minha prioridade é o gasto público. Nada contra o Mercosul, nada contra a Argentina. Eu só disse que não é a nossa prioridade. Como eu estava afogado, com muito microfone em cima, disse que não era prioridade", afirmou Guedes, ainda quando chegou à reunião entre Bolsonaro e seus principais assessores, no Rio de Janeiro.
Após a confirmação da eleição de Bolsonaro no domingo (28), Guedes afirmou que o Mercosul e a Argentina não eram prioridade do futuro governo, ao responder a pergunta de jornalista do jornal El Clarín. Ele também já indicou que reduzirá as tarifas de importação, abrindo o mercado brasileiro.
Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou que novo governo do Brasil precisa priorizar e fortalecer o Mercosul, sob pena de favorecer ainda mais as exportações da China. "Se o governo brasileiro não der prioridade ao Mercosul, ou ainda pior, se reduzir a Tarifa Externa Comum de forma unilateral, o único ganhador é a China, que já vem tomando o mercado brasileiro em toda a América do Sul", diz a nota divulgada pela CNI. "Pequenas e médias empresas, que exportam mais para esses países, serão as mais afetadas." A entidade defende o fortalecimento do Mercosul e o aprofundamento da integração regional.
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