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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 25/10/2018. Alterada em 25/10 às 01h00min

Dólar fecha em R$ 3,73 e Ibovespa cai 2,62%

A quatro dias da eleição, o cenário externo seguiu ditando o ritmo das oscilações no mercado doméstico de câmbio e o dólar à vista fechou no maior patamar dos últimos oito pregões, a R$ 3,7382, em alta de 1%, ontem. O noticiário político continuou no radar das mesas de operação e causou pela manhã certo mal estar entre os agentes o aumento da rejeição de Jair Bolsonaro (PSL) na última pesquisa do Ibope, mas com as bolsas em Nova Iorque em forte queda e a moeda americana em alta perante a maior parte das divisas dos países emergentes, o dia foi de pressão no real, que terminou a quarta-feira perto das máximas.
A sessão desta quarta foi a segunda consecutiva em que o mercado externo mais avesso ao risco acabou ofuscando o otimismo do mercado com a possível vitória de Bolsonaro. Com o aumento da aversão ao risco, investidores estrangeiros buscaram proteção no dólar e agentes domésticos, como tesourarias e exportadores, buscaram recompor posições compradas, destacam especialistas em câmbio. Uma executiva com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro disse que os agentes vinham nas últimas semanas reduzindo suas posições compradas, mas não chegaram a zerar, à espera da eleição, e nesta sexta recompuseram parte delas, por conta do clima de maior cautela lá fora.
A forte migração dos investidores de ativos de risco para os mais conservadores derrubou as bolsas de valores de todo o mundo e não poupou o mercado brasileiro ontem. O Índice Bovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas logo sucumbiu à onda vendedora vinda do exterior, terminando o dia aos 83.063 pontos, em queda de 2,62%. Os índices acionários de Nova Iorque conduziram as sucessivas mínimas do Ibovespa na última hora de negócios, à medida que investidores aumentaram seus posicionamentos de cautela ante uma série de incertezas que estão no radar.
Entre as 65 ações do Ibovespa, apenas 4 terminaram em alta, a maioria de empresas exportadoras, beneficiadas pela alta de 1% do dólar. Suzano ON subiu 2,46% e foi o maior ganho do índice. Por outro lado, empresas sensíveis ao risco internacional foram as que mais sofreram. Vale ON, por exemplo, tombou 4,09%, diante das quedas superiores a 5% registradas à tarde pelo índice de metais da bolsa de Nova Iorque.
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