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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 19/10/2018. Alterada em 19/10 às 01h00min

Influência do exterior faz Ibovespa cair 2,24%

A aversão ao risco no mercado internacional deu o tom dos negócios com ações no Brasil nesta quinta-feira (18). Com "gordura" significativa para queimar, o Índice Bovespa caiu 2,24% e fechou aos 83.847 pontos, praticamente na mínima do dia. Ainda assim, contabiliza em outubro alta de 5,68%.
A aversão ao risco no mercado internacional se deu por diversos motivos. Um deles foi o tom mais "hawkish" da ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) divulgada na quarta-feira, que continuou a produzir efeitos no mercado de renda fixa dos EUA. Na parte da tarde, preocupações em torno da questão orçamentária da Itália geraram um movimento de cautela global, depois que a União Europeia classificou o plano fiscal do país como um "desvio sem precedentes".
Ao longo de todo o dia, permaneceu no pano de fundo uma expectativa pessimista quanto à divulgação do PIB da China. O temor de que o PIB aponte desaceleração da economia chinesa foi, segundo operadores, o principal motivo da queda de 3,91% no preço das ações da Vale. A mineradora seguiu outros papéis do setor ao longo do dia e contaminou os papéis do setor siderúrgico doméstico. Entre essas, destaque para Gerdau PN (-3,79%), Gerdau Metalúrgica PN (-3,96%) e CSN ON (-2,87%).
Alguns profissionais relataram algum mal estar no mercado com a notícia de que empresas estariam comprando pacotes de mensagens, em massa, para serem disparadas via WhatsApp contra a campanha Fernando Haddad (PT) à Presidência da República. Outros operadores negaram que a notícia tenha tido qualquer influência nos negócios do dia. À tarde, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não tem controle sobre ações de seus apoiadores.
De volta à análise por ações, os papéis da Petrobras caíram 3,21% (ON) e 2,84% (PN), alinhados à aversão ao risco internacional e à queda dos preços do petróleo. Entre os bancos, houve queda em bloco. Banco do Brasil ON, sensível ao risco político, terminou o dia em queda de 1,16%. Já Bradesco ON caiu 3,09% e Itaú Unibanco PN, 2,97%, ambas nas mínimas do dia.
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Cotação do dólar à vista tem alta para R$ 3,7277

Com o cenário externo adverso, o dólar não conseguiu se sustentar abaixo de R$ 3,70 e terminou em alta de 1,15%, cotado em R$ 3,7277. Em um dia de agenda esvaziada no Brasil, o aumento da aversão ao risco de investidores no mercado internacional estimulou a retirada de recursos do País, pressionando o câmbio e desencadeando um movimento de ajuste e realização de lucros, após o dólar cair 9% no mês.

O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS) subiu para 214 pontos-base, ante 211 de quarta-feira, de acordo com cotações do IHS Markit.

Perto do fechamento, o dólar bateu máximas e chegou a R$ 3,7317, em meio a especulações sobre quem seria o presidente do Banco Central em eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

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