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Porto Alegre, terça-feira, 16 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria Automotiva

Edição impressa de 16/10/2018. Alterada em 16/10 às 01h00min

Cenário atual afeta projetos da Mercedes-Benz

Segmento de caminhões registra expansão de 50% até setembro e deve manter alta no próximo ano

Segmento de caminhões registra expansão de 50% até setembro e deve manter alta no próximo ano


MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente da filial brasileira da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, disse ontem que está difícil convencer a matriz da empresa na Alemanha a trazer novos investimentos para o Brasil, em meio a tantas incertezas em relação ao futuro do País. Segundo ele, os executivos globais se sentem mais inclinados a investir nos mercados asiáticos.
Schiemer garantiu que o atual plano de investimentos da montadora, de R$ 2,4 bilhões até 2022, não está em risco. No entanto, contou que teme pelos anos seguintes. "O ciclo de investimento é de longo prazo, então, uma vez tomada a decisão, não se muda. Mas, quando estamos discutindo investimentos para 2023 e 2024, fico preocupado", disse o executivo, em evento do setor automotivo em São Paulo.
Schiemer lamentou que o segundo turno da eleição presidencial esteja sendo disputado por dois candidatos que ele considera serem "extremos", mas ressaltou que terá de aceitar o resultado e garantiu que vai trabalhar com qualquer um deles.
"Estamos em uma fase de grandes incertezas. A eleição colocou no segundo turno dois extremos, o que a gente esperava no início que não precisava chegar a esse ponto, mas chegou, então vamos ter que aceitar isso, vamos trabalhar com qualquer um", disse.
Schiemer afirmou que, infelizmente, a economia "é muito dependente da política", mas que, no momento, tem havido uma trégua, uma vez que, apesar da incerteza eleitoral, o mercado de caminhões tem crescido - a montadora tem duas fábricas de veículos pesados no País, em São Bernardo do Campo e em Juiz de Fora. "Essa trégua está ocorrendo porque a inflação está baixa e os juros estão baixos para os padrões brasileiros, e os bancos estão com um pouco mais de apetite ao risco, e há uma necessidade de renovação de frota", disse.
"Os juros dependem da visão que os investidores têm do futuro do País, então, infelizmente, ainda dependemos muito da política. A economia tem de andar sozinha, sem artifícios por parte do governo. Com previsibilidade, regras claras e segurança jurídica, a economia vai, automaticamente, se desenvolver", acrescentou.
O executivo acredita que o mercado de caminhões deve continuar crescendo em 2019 - em 2018, o resultado acumulado até setembro é de expansão de 50%. "Vamos continuar crescendo, se não houver um desastre, se não voltarem políticas contrárias ao mercado, podemos ter expansão de 10% a 20%, é bem provável", afirmou.
 

Volkswagen espera definir novo investimento para 2019

A Volkswagen se prepara para definir, no início do próximo ano, um novo investimento para o Brasil, disse ontem o presidente da montadora para América do Sul e Caribe, Pablo Di Si, em conversa com jornalistas, durante evento do setor automotivo em São Paulo, promovido pela editora AutoData.

O atual plano de investimento da Volkswagen é de R$ 7 bilhões até 2020, com o lançamento de 20 modelos. O aporte que se espera definir no início de 2019 seria adicional, para o desenvolvimento de um carro compacto, para além dos 20 automóveis esperados até 2020. Quando o martelo for batido, o carro deve levar de dois a três anos para ser desenvolvido.

Segundo Di Si, o projeto de carro compacto já está pré-aprovado pela matriz da Volkswagen na Alemanha. No entanto, ainda estão pendentes negociações com parceiros da empresa, como concessionárias e fornecedores. O executivo garantiu que a decisão final não depende da política econômica do próximo presidente, a ser definido no segundo turno da eleição, no dia 28 de outubro.

O presidente da Volkswagen disse que espera que o mercado de veículos avance entre 5% e 10%, desacelerando, portanto, em relação ao ritmo deste ano, que tem crescido em torno de 14%. Em 2017, a expansão havia sido ainda maior, de 17%.

A alta esperada por Di Si para 2019 se apoia em uma retomada gradual da economia, índices menores de desemprego, a expansão do crédito e um nível baixo e controlado de inflação. Ele não crê, inclusive, que a política terá um efeito significativo nas vendas. "Nas últimas três semanas, o cenário eleitoral esteve muito volátil, e o fluxo de lojas não caiu por causa disso", afirmou.

O executivo admitiu, no entanto, que boa parte do crescimento do mercado que tem ocorrido desde 2017 se deve a uma demanda reprimida de consumidores que adiaram a compra durante a crise em 2015 e 2016. "A confiança do consumidor ainda está baixa em relação a níveis de 2011 e 2012", disse.

Acionistas não desistirão do País, afirma presidente da Fiat Chrysler

O presidente da Fiat Chrysler para a América Latina, Antonio Filosa, admitiu ontem que não é fácil explicar o Brasil para os acionistas da empresa, mas disse que eles não vão desistir do País, apesar das incertezas que envolvem o ambiente político-econômico. "O Brasil e a Argentina não são os melhores países para explicar aos acionistas. Não é simples. Mas nosso acionista tem confiança no Brasil. Na maior crise do País, investimos pesadamente em uma fábrica nova em Goiana, Pernambuco, inaugurada em 2015, e, hoje, estamos produzindo lá em três turnos", disse.

"Não acho que a visão do nosso acionista agora seja de desistir. É claro que o questionamento é maior quando vamos aprovar projetos de investimentos individualmente a cada acionista. É normal. Mas é positiva e fundamentada a confiança em toda a América Latina", afirmou.

Filosa disse que a projeção da empresa para o mercado brasileiro de veículos leves em 2018 é de 2,44 milhões a 2,5 milhões de unidades. Para o ano que vem, ele afirmou "que não há razões específicas para pensar em mercado inferior a 2,6 milhões de unidades". Segundo ele, a expansão se dará apoiada no crescimento econômico, que deve ser maior em 2019, de 2,4% a 2,6%, do que em 2018, de 1,2% a 1,35%.

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