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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de outubro de 2018.
Dia Internacional do Combate à Obesidade.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Edição impressa de 11/10/2018. Alterada em 11/10 às 01h00min

Maggi prevê R$ 100 bilhões de exportações agrícolas

Barbosa (sentado) foi empossado na presidência da Embrapa

Barbosa (sentado) foi empossado na presidência da Embrapa


/ANTONIO CRUZ/ABR /JC
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, previu, nesta quarta-feira, que as exportações do agronegócio deverão atingir US$ 100 bilhões neste ano. "É uma marca que vínhamos perseguindo, e, agora, vamos alcançar", disse o ministro na posse do novo presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, no Palácio do Planalto.
As exportações do agro atingiram US$ 76,66 bilhões entre janeiro e setembro, com incremento de 3,6% em relação aos US$ 73,98 bilhões exportados no mesmo período em 2017. A participação do agronegócio no total das exportações brasileiras decresceu 1,6 ponto percentual no período, chegando a 43,3%.
Na solenidade, o presidente Michel Temer destacou que o setor contribuiu, "em grande parte", para a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) do País, que, em maio de 2016, estava em -5,9%, passou a 1% de crescimento no ano seguinte e pode encerrar 2018 em torno de 1,4%.
Em setembro, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 8,17 bilhões. O saldo da balança comercial foi superavitário em US$ 7,1 bilhões. O agronegócio foi responsável por 42,9% das exportações totais do Brasil, que somaram US$ 19,06 bilhões no mês. As vendas da soja em grãos alcançaram US$ 1,83 bilhão e foram recordes para setembro em quantidade, somando 4,61 milhões de toneladas. O produto representou 76,2% do total exportado pelo complexo soja no período.
A celulose registrou US$ 681,26 milhões e 1,25 milhão de tonelada em exportação, o que representou recorde para setembro. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve aumento de 21,6% em valor e 8,9% na quantidade embarcada, que foi de 1,25 milhão de tonelada.
As exportações de carnes somaram US$ 1,41 bilhão, 2,7% acima do que foi registrado em setembro do ano passado. Houve recorde histórico na quantidade mensal exportada de carne bovina in natura: 150,66 mil toneladas. Foram exportados US$ 698,01 milhões em carne bovina e US$ 572,5 milhões em carne de frango no mês. Em conjunto, os dois produtos foram responsáveis por 90% do valor exportados pelo setor de carnes. As exportações de carne suína sofreram queda de 32,5%, alcançando US$ 93,65 milhões.
A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ressalta o recorde ocorrido também nas exportações mensais de bovinos vivos, em valor e quantidade (US$ 101,1 milhões e 46,9 mil toneladas), e ainda de chocolate e preparações alimentícias, contendo cacau em valor (US$ 55,8 milhões) e amendoim em grãos em valor (US$ 22,2 milhões). Além da China, quatro países tiveram crescimento acima de um dígito: Turquia (216,0%; aquisições de US$ 138,52 milhões); Irã (45,1%; aquisições de US$ 174,02 milhões); Índia (22,6%; aquisições de US$ 178,15 milhões); Argentina (19,6%; aquisições de US$ 132,61 milhões).

Guerra comercial traria queda de 17,5% nas operações

O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, advertiu, nesta quarta-feira, para os riscos à perspectiva diante das atuais tensões comerciais. Ele afirmou que, segundo os cálculos da entidade, uma guerra comercial total significaria um corte de 1,9 ponto percentual (p.p.) no Produto Interno Bruto (PIB) global e uma queda de 17,5% no comércio.

Azevêdo ponderou que, na verdade, é difícil calcular os impactos das disputas comerciais, já que há muitas incertezas sobre o que mais pode ocorrer ou se o diálogo pode reverter esse processo. Ele insistiu na necessidade de que os países entrem em negociações. "É preciso diálogo para resolver as tensões comerciais neste momento", comentou.

Questionado sobre o comportamento dos EUA de barrar a indicação de novos magistrados para o tribunal de apelações da OMC, Azevêdo admitiu que isso, caso continue, pode levar, no próximo ano, a uma paralisia no órgão. O governo do presidente Donald Trump tem sido um crítico da OMC, e o líder norte-americano privilegia a busca de acordos bilaterais em sua política comercial.

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