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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 10/10 às 10h00min

Dólar sobe com ajustes a cenário eleitoral e exterior instável

Estadão Conteúdo
O mercado local passa por ajustes que impulsionam o dólar na manhã desta quarta-feira (10) após a moeda americana ter acumulado perdas de mais de 8% no mês e caído na terça (9) para R$ 3,7155, refletindo expectativas de investidores de vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial e de andamento das reformas.
Às 9h25min desta quarta-feira, o dólar à vista estava em alta de 0,59%, a R$ 3,7375. O dólar futuro de novembro avançava a R$ 3,7430 (+0,56%).
A cautela justifica-se nesta quarta, segundo operadores, pela expectativa por pesquisa Datafolha, que será divulgada à noite, e de uma definição pela equipe médica se Jair Bolsonaro terá alta para viajar pelo País e participar de debates.
Na quinta-feira (11) está marcado o primeiro debate da disputa presidencial no segundo turno, na Band TV. Além disso, os investidores repercutem declarações do presidenciável Jair Bolsonaro sobre a reforma da Previdência e a privatização da Eletrobras.
O candidato do PSL disse na terça que a reforma da Previdência será tratada "vagarosamente, embora depois tenha recuado dizendo que, se eleito, irá procurar a equipe de Michel Temer para fazer proposta sobre o tema "já para o corrente ano".
Uma das ideias seria reduzir a idade mínima de 65 para 61. Bolsonaro disse ainda à Band que tem resistências com a privatização da Eletrobras e que no setor de energia elétrica "a gente não vai mexer".
Traz alguma inquietação ainda a investigação sobre Paulo Guedes, principal assessor do capitão reformado na área econômica, pelo Ministério Público Federal (MPF) em Brasília por supostas fraudes, de acordo com informações da Folha de S.Paulo. A suspeita é de se associar a executivos ligados ao PT e ao MDB para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Guedes foi procurado e não comentou.
De outro lado, o candidato a presidente Fernando Haddad (PT) desmentiu na terça que o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli será o responsável pelo seu programa econômico, como havia informado o jornal O Globo. Fontes disseram que o programa econômico de Haddad retoma a receita usada no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006) para a economia.
Será retomado o tripé formado por câmbio, juros e inflação como estratégia econômica, afirmaram essas fontes. A proposta é eventualmente aperfeiçoar o arcabouço institucional dessas políticas, a partir de experiências bem-sucedidas em outros países.
Os sinais mistos do dólar exterior em relação a seus pares principais e moedas emergentes nesta manhã pesam ainda para um enfraquecimento do dólar ante o real. No exterior, estão no radar o quadro pólítico-fiscal na Itália e o avanço dos juros dos Treasuries norte-americanos.
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