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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 10/10 às 01h00min

Cotação do dólar registra nova sessão de queda

Nos últimos cinco dias úteis, real foi a moeda que mais se valorizou no mundo diante da divisa dos EUA

Nos últimos cinco dias úteis, real foi a moeda que mais se valorizou no mundo diante da divisa dos EUA


/MARCOS SANTOS/USP IMAGENS/IMAGENS PÚBLICAS/JC

O dólar teve novo dia de queda, mesmo depois de terminar a segunda-feira no menor valor em dois meses. A moeda americana à vista caiu mais 1,28% ontem, para R$ 3,7155, a cotação mais baixa desde 3 de agosto, quando fechou em R$ 3,7080. Os investidores seguiram animados com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), sobretudo após começarem a circular nomes para seu futuro ministério, caso vença as eleições, o que estimulou novo desmonte de posições compradas dos investidores. Além das eleições, também pesou a queda do dólar no exterior, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) rebaixar a previsão para o crescimento da economia mundial.

Nos últimos cinco dias úteis, o real foi a moeda que mais se valorizou no mundo, considerando uma lista de 42 divisas de países desenvolvidos e emergentes, segundo levantamento do Banco Fibra. Apenas em outubro, o dólar já caiu 8,3%. O real chegou a registrar o terceiro pior desempenho ante o dólar no acumulado do ano, com a moeda dos EUA valorizando 25% aqui, atrás somente do peso argentino e da lira turca. Com a melhora recente, a alta do dólar no Brasil em 2018 se reduziu para 12% e o real passou a ter o sétimo pior desempenho.

Especialistas em câmbio avaliam que o dólar já caiu demais nos últimos dias e agora atingiu um ponto de suporte em R$ 3,70. Alguns operadores acreditam que, ao menos no segundo turno, se não surgir um fato novo no cenário político, a moeda deve ficar na casa dos R$ 3,70 a R$ 3,80.

Mas há no mercado casas que veem chance de a moeda cair ainda abaixo de R$ 3,70 no curto prazo. Se as pesquisas no segundo turno apontarem para um vitória de Bolsonaro, o real deve ganhar um pouco mais de força, escrevem os estrategistas de câmbio do banco alemão Commerzbank nesta terça-feira, em nota a clientes.

Ibovespa apresenta estabilidade no pregão

Depois da forte corrida às compras de ações ontem como reflexo da euforia com os resultados do primeiro turno das eleições, os investidores reduziram o ímpeto comprador e o Índice Bovespa perdeu fôlego. Ainda assim, o índice oscilou em terreno positivo na maior parte do dia, embora tenha fechado estável, aos 86.087 pontos.
Os investidores mantiveram o otimismo com a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) e a formação do Congresso aparentemente mais favorável a uma pauta reformista. As atenções agora voltam a se concentrar na divulgação de pesquisas de intenção de voto, para que se possa confirmar a aposta de vitória do candidato do PSL. Além disso, começaram a ganhar espaço as especulações e sinalizações em torno da equipe econômica e ministerial de um eventual governo do PSL.
Na análise por ações, o destaque ficou por conta dos papéis de empresas do setor de commodities, estas com influência do mercado internacional. Petrobras ON e PN subiram 1,85% e 0,83%, apoiadas em boa parte pela valorização dos preços do petróleo nas bolsas de Nova Iorque e Londres. A commodity avançou em meio aos temores de redução das exportações do Irã, devido às sanções americanas. A alta dos preços do minério de ferro e das commodities metálicas favoreceu a alta de 1,07% da Vale.
Ainda entre as ações que fazem parte do "kit Brasil", tiveram alta os papéis da Eletrobras ( 3,68% na ON e 0,15% na PNB), mas os do Banco do Brasil recuaram (-0,51%), em um movimento atribuído à realização de lucros.
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