Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura Internacional

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 10/10 às 01h00min

FMI reduz para 1,4% projeção do PIB do Brasil

Piora da perspectiva tem relação com a paralisação dos caminhoneiros

Piora da perspectiva tem relação com a paralisação dos caminhoneiros


/FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC

As projeções para o crescimento brasileiro neste ano continuam sendo rebaixadas pelos principais organismos internacionais. Desta vez, o pessimismo vem do Fundo Monetário Internacional (FMI), que diminuiu para 1,4% a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2018.

As projeções estão no Panorama Econômico Mundial de outubro. Em julho, a previsão era de uma expansão de 1,8%. Em abril, de 2,3%. A piora também foi estendida para 2019, ano em que a projeção diminuiu levemente: passou de 2,5% para 2,4%.

A piora da perspectiva tem relação com a interrupção provocada pela paralisação dos caminhoneiros, em maio, e por condições financeiras mais difíceis no exterior, "que são uma fonte de risco ao panorama".

Segundo o FMI, a alta do PIB brasileiro será guiada por uma recuperação da demanda privada conforme o hiato do PIB - diferença entre o PIB real e o PIB potencial, que permite saber se a economia está crescendo ou não acima de seu potencial - for diminuindo gradativamente, até fechar.

O crescimento brasileiro está levemente acima do que o Fundo projeta para a região da América Latina e Caribe, que é de 1,2% neste ano e de 2,2% no próximo. O FMI espera que a política monetária adotada pelo Banco Central se mantenha acomodativa, ou seja, que o BC não enxugue dinheiro da economia, em um contexto de desemprego ainda elevado e inflação gradualmente subindo em direção ao centro da meta.

A consolidação fiscal deve ser uma prioridade para o País, com a aprovação de uma reforma da Previdência que possibilite a sustentabilidade das contas. O Fundo diz ainda que o quadro fiscal precisa ser fortalecido, aumentando a flexibilidade do orçamento.

Segundo o FMI, os avanços recentes na facilitação do comércio, a reforma trabalhista e as mudanças nos subsídios nos mercados de crédito são bem-vindas. Apesar disso, o Fundo lembra que mais reformas são necessárias para impulsionar a produtividade, incluindo uma melhora da intermediação financeira, investimentos em infraestrutura e a adoção efetiva de medidas contra lavagem de dinheiro e anticorrupção.

O Fundo não foi o único organismo multilateral a rebaixar a previsão para a expansão brasileira neste ano. Na sexta-feira passada, o Banco Mundial cortou para 1,2% a estimativa para o PIB do País, justificando o cenário mais pessimista com as dificuldades de implementar reformas para reduzir o déficit fiscal, incerteza com as eleições e apreensão no exterior.

No final de setembro, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também reduziu para 1,2% a projeção para o crescimento brasileiro. De novo, dúvidas sobre o resultado das eleições e exterior foram citados, assim como os reflexos da paralisação de caminhoneiros de maio.

No panorama de outubro, o FMI também rebaixou a projeção para o crescimento global. Agora, espera um avanço de 3,7%, ante 3,9% estimados em abril.

Riscos já identificados seis meses atrás, como aumento das barreiras comerciais e reversão do fluxo de capitais para mercados emergentes por fraqueza de fundamentos e aumento do risco político, ficaram mais pronunciados ou se materializaram parcialmente, diz o FMI.

Para os Estados Unidos, a previsão ainda é de expansão: neste ano, o PIB deve crescer 2,9%. Em 2019, porém, a estimativa foi reduzida de 2,7% para 2,5% por causa das medidas comerciais e pela imposição de tarifas sobre US$ 200 bilhões de produtos americanos pela China.

Em 2020, diz o FMI, os efeitos do estímulo fiscal anunciado pelo presidente Donald Trump vão diminuir, enquanto o ciclo de aperto monetário promovido pelo Banco Central americano atingirá seu pico.

Mulheres ampliam a produtividade do trabalho, diz estudo


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou nesta terça-feira um estudo que aponta que os países ganham produtividade quando ampliam a participação feminina no mercado de trabalho. Intitulado "Ganhos econômicos da inclusão de gênero: novos mecanismos, novas evidências", a publicação faz parte da reunião anual do Fundo, que ocorre em Bali, na Indonésia.
"As mulheres trazem novas habilidades para o local de trabalho. Isso pode refletir as normas sociais e seus impactos na educação, interações e em diferenças na aceitação de riscos e respostas a incentivos, por exemplo", afirma o documento.
Com diversos dados técnicos, o estudo aponta que países onde aumentou consideravelmente a participação feminina no mercado de trabalho desde 1990, como a Irlanda, o Brasil e a República Dominicana - estes dois últimos focados no setor de serviços - tiveram ganhos de produtividades maiores que nações onde essa participação ficou estagnada, como Egito, onde apenas 16% das mulheres trabalham. E que ter mulheres na equipe leva até a ganhos de produtividade entre funcionários homens.
"O modelo deste artigo sugere que as barreiras à participação da força de trabalho feminina no Egito são equivalentes a uma taxa de imposto adicional de cerca de 50% sobre a renda do trabalho das mulheres", afirma o estudo, que indica que sem estas barreiras o PIB do país poderia ser 60% maior. "Ganhos de magnitude similar seriam atingíveis em outros países altamente desiguais como o Paquistão e a Índia."
 

Trump confirma tarifas adicionais à China se houver retaliação

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai seguir em frente com tarifas adicionais à China se aquele país retaliar as medidas adotadas por Washington. Os Estados Unidos já haviam ameaçado, em outras ocasiões, impor tarifas sobre outros US$ 267 bilhões em importações chinesas caso Pequim adotasse medidas retaliatórias.

Durante coletiva para anunciar a renúncia da embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, Trump também afirmou que a China quer fazer um acordo comercial com os americanos. Acrescentou, no entanto, que "disse que eles não estão prontos para isso ainda".

O republicano relevou, ainda, que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, teve "boas reuniões" na China e uma "ótima reunião" na Coreia do Norte, por onde passou antes. Trump reforçou os progressos que tem sido feitos em relação à desnuclearização com os norte-coreanos e disse que a próxima reunião com o líder Kim Jong-un está sendo preparada neste momento.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia