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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 10/10 às 01h00min

Varejo estima movimentar R$ 7,4 bilhões com Dia da Criança

Produtos como bicicletas estão mais baratos neste ano

Produtos como bicicletas estão mais baratos neste ano


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O Dia da Criança deverá movimentar, neste ano, em torno de R$ 7,4 bilhões, com alta de 1,5% nas vendas em comparação com o ano anterior. Essa é a segunda alta consecutiva nas vendas do período constatada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento será, porém, inferior aos 2,6% registados em 2017, em relação ao ano anterior. Em 2017, a movimentação no comércio, em termos reais (descontada a inflação), foi de R$ 7,3 bilhões.
Segundo o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, o ritmo de crescimento das vendas do comércio começou a cair em maio. "Dali em diante, as vendas começaram a crescer bem menos", disse.
O que explica a expectativa menor da entidade para o Dia das Crianças é o comportamento da taxa de câmbio, que mudou de patamar. Isso afetou principalmente as vendas para o Dia da Criança, em que têm presença marcante itens importados. "Com o dólar mais caro, fica mais difícil para o comércio varejista manter uma inflação tão baixa quanto aquela que vinha apresentando recentemente", acrescentou o economista.
Bentes destacou que, pegando uma cesta de produtos dos bens e serviços mais demandados nessa data, a inflação está bem baixa nos últimos 12 meses findos em setembro. "Ela é inferior a 3%." No entanto, ressaltou o economista, a inflação mais baixa não foi suficiente para fazer com que as famílias se animassem a comprar, principalmente a prazo.
O fraco desempenho do comércio nos dias dos Namorados e dos Pais confirmou a tendência de desaceleração das vendas no varejo depois de maio. Em março e abril, o varejo registrou alta média superior a 8%. Entre maio e julho, o ritmo caiu para menos de 4%. Considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,3%, contra alta de 2,4% nos itens e serviços preferidos para presentear as crianças. "É a menor inflação desde 2001, quando a CNC começou a fazer o levantamento, mas isso não está animando as famílias", disse Bentes.
No caso dos brinquedos, a alta foi de 3,2% em 12 meses, acima da inflação de 2,1% registrada para o item no ano passado. "A percepção do consumidor de que o mercado do trabalho não está bom, de que a inflação começou a subir de forma um pouco mais acelerada depois da alta do dólar e da desvalorização do real, do ponto de vista do estímulo a consumo, a inflação para a cesta de produtos, embora menor que em 2017, para o carro-chefe da data, que são os brinquedos, está até um pouquinho maior", avaliou o economista. 
A CNC estima que os hiper e supermercados, com alta de 3,3%, deverão ter o melhor desempenho entre os setores relacionados à data. Bentes acredita que, neste Dia da Criança, o consumo tende a estar mais movimentado nas grandes cadeias do varejo do que nas pequenas lojas e nos produtos diretamente importados. 
Da cesta de produtos mais procurados no período, as maiores quedas de preços em 12 meses foram as de chocolates em barra e bombons (-3,7%) e em bicicletas (-2,9%). Em contrapartida, os itens que mais subiram foram cinema ( 4,3%), sapato infantil ( 4,2%), lanche ( 3,8%) e brinquedos ( 3,2%).
 
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