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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 10/10 às 09h57min

Indústria gaúcha tem maior alta desde 2004

Setor de veículos automotores (foto), seguido por celulose e derivados de petróleo puxaram alta gaúcha

Setor de veículos automotores (foto), seguido por celulose e derivados de petróleo puxaram alta gaúcha


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
A indústria gaúcha combinou dois trunfos em agosto, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PR), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Teve o maior crescimento no País, 12,3% no confronto com o mesmo mês de 2017, entre os 14 estados e uma região (Nordeste), e o melhor desempenho interno para o mês desde 2004, quando a alta foi de 13,5%. O dado deste ano é o segundo melhor da série que começou a ser calculada pelo IBGE em 2002. Em 2003, o setor gaúcho havia recuado 7%.
Com o retrospecto, o Rio Grande do Sul não só se descolou do baixo crescimento médio nacional, que ficou em 2% há dois meses, como ficou bem longe das maiores bases industriais nacionais, como São Paulo e Minas Gerais, que não saíram de crescimentos módicos de 0,7% e 0,5%, respectivamente, indicando que a recuperação é ainda lenta no conjunto geral da atividade. A alta da produção gaúcha foi puxada por veículos automotores, seguido por celulose e derivados de petróleo. No acumulado do ano, a base local teve avanço de 3,7%, também superior à nacional, que alcançou 2,5%. 
O analista da PIM Bernardo Almeida avalia que o Rio Grande do Sul apresenta "um ritmo de produção mais elevado", mas pede cautela diante de fatores que podem ainda comprometer os próximos meses. Um deles é o impacto político da campanha eleitoral e do desfecho e medidas do novo governo. Além disso, Almeida pondera que a base de comparação é deprimida. Em agosto de 2017, o setor caiu 1,2%; um ano antes (2016) havia tido um suspiro de 0,3%, mas depois de dois anos seguidos de quedas - de 12,2%, em 2015, e de 6,8% em 2014, dois anos de começo e agravamento da crise. "Temos (agora) um ritmo gradativo de elevação do crescimento, pois ainda estamos em um período de incertezas que também afeta as estatísticas", previve o analista do IBGE. Para bom entendedor, Almeida recomenda cautela em sair falando em recuperação. 
O analista observa que a greve dos caminhoneiros, do fim de maio até os primeiros dias de junho, afetou a tomada de decisões de segmentos, atrapalhando o setor até julho. O efeito ainda é sentido quando se analisa a produção entre julho e agosto, que cresceu apenas 0,8%. Mesmo assim, o integrante da equipe do IBGE reforça que o Rio Grande do Sul "está em patamar acima da média", ao confrontar com o acumulado do ano, por exemplo, que "também favoreceu o crescimento". "Não existe um fator individual que explique o desempenho do Rio Grande do Sul, mas uma estratégia de produção de segmentos, como o de veículos, que se verifica em outros estados e favorece a economia interna. A exportação, influenciada pelo ramo de automotores e celulose, também contribuiu para o êxito gaúcho", completa Almeida. 
Nos setores, a indústria de automóveis - tendo à frente a unidade da General Motors em Gravataí - registrou alta de 3,7% no mês frente a agosto de 2017, de 2,07% no ano e de 1,77% em 12 meses no Estado. A produção de celulose e papel ficou com o segundo melhor desempenho, com crescimento mensal de 2,42%. No ano, o segmento, que tem como maior alavanca a produção do complexo da Celulose Riograndense, em Guaíba, cresceu 1,15% e, em 12 meses, 0,38%.
O ramo de petróleo com a produção de derivados e biocombustíveis teve o terceiro maior crescimento, de 1,26% no mês, de 0,1% no ano, mas negativo com queda de 0,06% em 12 meses. Máquinas e equipamentos tiveram avanço de 1,44% em agosto, 0,28% desde janeiro e de queda de 0,29% desde setembro de 2017. Dos 14 setores pesquisados, três - bebidas, produtos de borracha e material plástico, e minerais não metálicos - ficaram negativo no mês.
No País, Pernambuco (11,7%) e Pará (11%) ficaram atrás do Estado. No Sul, Paraná avançou 6,5% e Santa Catarina, 5%. Frente a julho, o Rio Grande do Sul registrou crescimento bem acanhado, de 0,8%. Outros estados, como Mato Grosso, Bahia e Pernambuco, mostraram os maiores percentuais, com 3%, 2,7% e 2,6%, respectivamente, na alta da produção física. Mais uma vez São Paulo teve desempenho nada positivo, com queda de 0,9%, e Rio de Janeiro, com recuo de 0,3%. Minas Gerais subiu 0,5%. Santa Catarina desta vez teve queda de produção, com recuo de 0,7%, e o Paraná avançou de leve, com alta de 0,7%. Seis dos 15 locais pesquisados tiveram queda em agosto frente a julho. 
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Comentários
Fernando de Noronha 10/10/2018 13h28min
... "afeta as estatísticas", previve o analista do IBGE. ..."nnPREVIVE ???nn(Meu Deus!)