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Porto Alegre, terça-feira, 09 de outubro de 2018.
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Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 09/10/2018. Alterada em 08/10 às 22h26min

Ibovespa sobe e dólar cai com primeiro turno

Vantagem de Bolsonaro sobre Haddad abriu espaço para investidores

Vantagem de Bolsonaro sobre Haddad abriu espaço para investidores


/MIGUEL SCHINCARIOL E DANIEL RAMALHO/AFP/JC
Os 16 pontos porcentuais de vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) no primeiro turno da eleição presidencial abriram espaço para uma corrida dos investidores ao mercado de ações nesta segunda-feira. Como resultado de uma visão mais otimista em relação ao próximo governo, o Índice Bovespa teve alta de 4,57%, aos 86.083 pontos, maior nível desde 16 de maio e maior alta em mais de dois anos. O rali fez a B3 registrar o maior volume financeiro nominal da sua história, com R$ 29,032 bilhões.
Além de precificar a maior chance de vitória de Bolsonaro, o mercado repercutiu a composição do Congresso, considerada mais favorável a alianças de centro-direita, que propiciem a execução de uma agenda reformista. Assim, quase todos os setores econômicos representados na bolsa terminaram o dia em alta. Entre as exceções ficaram ações de empresas exportadoras, refletindo a forte queda do dólar ante o real, devido ao impacto negativo nos seus caixas.
Pela manhã, o Ibovespa chegou à máxima de 87.333 pontos ( 6,09%), no auge da euforia do mercado. Segundo operadores, as compras foram lideradas por investidores estrangeiros e, provavelmente, por fundos de ações, o que indica maior interesse no mercado por parte de investidores pessoa física. Essa tendência, aliás, já vinha sendo observada nos últimos dias. Fatores técnicos também ajudaram a impulsionar o Ibovespa pela manhã, com investidores zerando posições de curto prazo.
As ações do chamado "kit eleição" ou "kit Brasil" foram mais uma vez o destaque do dia. Petrobras PN foi a ação mais negociada do dia, com R$ 947,7 milhões movimentados, e teve alta de 11,02%. Petrobras ON subiu 9,49%. As ações do setor financeiro subiram em bloco, mas tiveram Banco do Brasil ON bem à frente da média, com 9,68% de ganho. Por fim, Eletrobras ON e PNB dispararam 17,33% e 18,31%, respectivamente.
"Até as eleições, o mercado vinha operando com um otimismo contido, não querendo arriscar muito. Hoje (ontem), os investidores viram o cenário bem mais definido", disse Glauco Legat, analista da Spinelli Corretora, ao justificar o aumento brusco no volume de negócios.
O profissional, no entanto, afirma que o cenário ainda apresenta riscos, uma vez que não se sabe o quão agressivo o PT se mostrará na campanha do segundo turno. "Hoje o mercado viveu apenas o lado positivo, mas a volatilidade não foi afastada, porque ainda se espera um contra-ataque do PT", disse. Além disso, há toda a questão envolvendo um eventual governo Bolsonaro e as dúvidas em relação a questões como o relacionamento dele com o economista Paulo Guedes.
O dólar à vista fechou a segunda-feira no menor nível em dois meses, cotado em R$ 3,7635, com queda de 2,40%. O resultado do primeiro turno das eleições animou os investidores. A votação expressiva de Jair Bolsonaro e o fato de seu partido, o PSL, conseguir a segunda maior base na Câmara, o que aumenta a possibilidade de, se eleito, avançar com as reformas, ajudaram a fortalecer o real, de acordo com operadores. O real teve nesta segunda o melhor desempenho ante o dólar considerando uma cesta de moeda dos principais mercados emergentes.
Profissionais de câmbio ressaltam que a entrada de dólares no mercado brasileiro, com estrangeiros procurando ações com potencial de valorização, e a continuidade do movimento de redução de posições no mercado futuro de câmbio explicam a forte queda da moeda. O dólar teve comportamento misto no exterior, subindo ante o euro e as moedas de alguns emergentes, como o México e a África do Sul.
O JPMorgan aumentou a recomendação para o real e vê o rali no mercado de câmbio como justificado, considerando que a nova composição do Congresso Nacional tende a favorecer a governabilidade de um eventual governo de Bolsonaro.
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Pedro Parente afirma que Lorival Luz será seu sucessor na presidência executiva da BRF

Pedro Parente, que acumula os cargos de presidente do conselho e presidente-executivo da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguirá com presença ativa na BRF após consolidar sua sucessão na operação do dia a dia da empresa. Parente, que chegou à empresa em junho do ano passado, pode acumular os dois cargos por apenas um ano, de acordo com regras do Novo Mercado, segmento da bolsa com maiores exigências em termos de governança corporativa e no qual a BRF está listada.

Parente diz que o vice-presidente, Lourival Luz, vem sendo preparado para assumir a presidência executiva da empresa no prazo definido pelas regras. Porém os dois seguirão trabalhando em parceria estreita, com Parente participando das principais decisões estratégicas. "A participação dessa dupla vai se dar mais ou menos da maneira como se dá hoje", disse o executivo.

Parente compara a sua posição ao que é conhecido no mercado internacional como chairman-executivo. Ele diz que estará na empresa semanalmente, não apenas mensalmente, como fazem grande parte dos presidentes de conselho. Segundo Parente, a discussão já foi levada ao conselho de administração.

Parente assumiu o conselho da BRF no lugar de Abilio Diniz após turbulências causadas por discussões sobre o comando da empresa em decorrência de resultados ruins. Ele também presidiu a Petrobras durante o governo Michel Temer, até pedir demissão em decorrência da paralisação dos caminhoneiros que tinha como alvo sua política de preços para o reajuste dos combustíveis.

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