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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 03/10/2018. Alterada em 03/10 às 01h00min

Bolsa sobe 3,80% e dólar tem queda para R$ 3,9304

Os investidores do mercado brasileiro de ações promoveram uma corrida às compras ontem e levaram o Índice Bovespa a uma alta expressiva, embalada pelo cenário eleitoral. O inesperado aumento de quatro pontos percentuais nas intenções de voto do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) captado pela pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo foi o principal assunto do dia e se sobrepôs ante todos os outros fatores em segundo plano.
Com o mercado mais confiante na vitória de um candidato alinhado a uma agenda reformista, o Ibovespa fechou aos 81.612,28 pontos, com alta de 3,80%. Foi a maior pontuação desde 22 de maio de 2018 e maior variação percentual desde 7 de novembro de 2016 ( 3,98%). Os negócios somaram R$ 16,6 bilhões, bem acima da média das últimas semanas, de R$ 9,6 bilhões.
Das 65 ações da carteira do Ibovespa, apenas três fecharam em queda, todas elas de empresas exportadoras, negativamente impactadas pela queda do dólar ante o real. Na ponta oposta estiveram os papéis de empresas estatais, principais termômetros da percepção de risco político no mercado de ações.
A melhora da confiança do investidor foi reforçada por outras notícias da cena eleitoral que beneficiaram Bolsonaro, como o apoio da bancada ruralista e a proibição de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dar entrevistas à imprensa.
Na análise por ações, as maiores altas do Ibovespa ficaram com Eletrobras ON ( 11,45%) e Banco do Brasil ON ( 11,41%). Petrobras ON e PN avançaram 6,74% e 8,67%, respectivamente. No setor financeiro, outro termômetro da percepção de risco, também se destacaram as unis do Santander ( 7,44%) e Bradesco ON ( 6,93%). Vale ON, ação de maior peso individual do Ibovespa, avançou 1,32%.
O dólar caiu 2,47% e fechou ontem em R$ 3,9304. Foi o nível mais baixo desde 17 de agosto (R$ 3,9142) e a maior queda diária desde 8 de junho, quando caiu 5,35% após o Banco Central e o Tesouro anunciarem ação conjunta para conter a disparada do câmbio. O real foi a segunda moeda que mais ganhou valor hoje ante o dólar, atrás apenas do peso argentino, contrariando outras divisas de emergentes, que perderam terreno ante o dólar. As eleições foram o principal motor do comportamento do câmbio hoje, com as mesas de operação repercutindo os resultados da pesquisa eleitoral do Ibope.
Operadores ressaltam que foram investidores estrangeiros que mais venderam dólares no mercado nesta terça-feira, sobretudo para aplicar recursos na bolsa. Com isso, o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, superou os 81 mil pontos e ao longo do pregão chegou a subir 4%. Na mínima do dia, o dólar bateu em R$ 3,9059 e, na máxima, logo na abertura, chegou a R$ 3,9980.
No exterior, o risco Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege o investidor contra calotes na dívida soberana, caiu 5%, para 252,12, o menor desde 20 de agosto, quando bateu em 246 pontos.
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