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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 03/10/2018. Alterada em 03/10 às 01h00min

Produção industrial recua 0,3% em agosto

Paralisação da Refinaria de Paulínia prejudicou o resultado do mês

Paralisação da Refinaria de Paulínia prejudicou o resultado do mês


/Rovena Rosa/Agência Brasil/JC

A recuperação da indústria perdeu forças. Em agosto, a produção caiu novamente, 0,3%, em relação a julho. Há quase três anos o setor não ficava dois meses seguidos no vermelho, nessa comparação. E, apesar de ainda acumular expansão de 2,5% no ano e de 3,1% em 12 meses, o atual patamar de produção é inferior (1,1%) ao registrado em dezembro de 2017.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor opera atualmente 14,3% abaixo do pico de produção registrado em maio de 2011. "Passada essa volatilidade de maio e junho, provocada pela greve dos caminhoneiros, o setor industrial está no mesmo patamar de abril último", apontou André Macedo, gerente na Coordenação de Indústria do IBGE. "A produção está 1,1% abaixo do patamar de dezembro de 2017. Ou seja, passados oito meses de 2018, o setor industrial não ganhou ritmo em relação ao fim do ano passado", completou.

A queda de agosto foi motivada, principalmente, pelo recuo da produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, acentuada pela paralisação da Refinaria de Paulínia, em São Paulo, devido a uma explosão. Mas também voltou a haver espalhamento de resultados negativos pelas atividades.

A previsão dos analistas era que a indústria crescesse 0,4% em agosto. Em julho, havia recuado 0,1%. Para Rafael Cagnin, economista do IEDI, 2018 caminha para ser um ano "perdido", tendo em vista que as projeções apontam para um desempenho que, no máximo, chegará ao mesmo do ano passado, quando o setor cresceu 2,5%.

"Não conseguimos dar um passo à frente em relação à trajetória favorável estabelecida em 2017. Devemos terminar o ano mesmo patamar de crescimento do ano passado. O setor tem dinamismo e está crescendo, mas não consegue ter um processo consistente", disse.

O economista aponta inúmeras razões para esse desempenho aquém do esperado no início do ano: o cenário político eleitoral conturbado estancou investimentos, a geração de empregos e consequentemente o consumo; o setor encontra dificuldades de autofinanciamento e a greve dos caminhoneiros ajudou a minar a confiança dos empresários:

Das 26 atividades industriais pesquisadas, 14 tiveram queda na produção em agosto na comparação com julho. O principal comportamento negativo foi o de derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,7%), que interrompeu a sequência de resultados positivos iniciada em março.

"Essa queda mais acentuada foi, de alguma forma, influenciada pela paralisação de uma refinaria importante, que interrompeu sua produção devido a um incêndio", explicou Macedo, referindo-se ao incidente na Refinaria de Paulínia, em 20 de agosto.

Ele também ressaltou que houve um número maior de paradas programadas para manutenção, no setor extrativo, o que também afetou a extração de petróleo.

Os setores de bebidas (-10,8%), extrativo (-2%) e de produtos alimentícios (-1,3%) completaram as atividades que mais impactaram negativamente a taxa de agosto.

As principais influências positivas foram dos segmentos de veículos automotores (2,4%), segmento farmacêutico (8,3%), de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (5,1%) e atividade de celulose, papel e produtos do papel (2%).

No ano, no entanto, o setor segue no campo positivo. Acumula alta de 2,5%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, em 16 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e em 52% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (18,4%) exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada, em grande parte, pelos itens automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e autopeças.

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