Porto Alegre, sábado, 14 de março de 2020.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Crédito

27/09/2018 - 01h02min. Alterada em 27/09 às 01h00min

Inadimplência cai, mas juros do cartão aumentam

A inadimplência no País caiu para o menor nível da história. Dos empréstimos feitos - com exceção dos créditos rural, do Bndes e habitacional -, a taxa baixou de 4,3% para 4,2% em agosto. É o nível mais baixo para os chamados "recursos livres" desde quando o Banco Central (BC) passou a registrar os dados em 2011.

A inadimplência no País caiu para o menor nível da história. Dos empréstimos feitos - com exceção dos créditos rural, do Bndes e habitacional -, a taxa baixou de 4,3% para 4,2% em agosto. É o nível mais baixo para os chamados "recursos livres" desde quando o Banco Central (BC) passou a registrar os dados em 2011.

A melhora da saúde financeira de famílias e empresas por causa da retomada do crescimento econômico ajuda a diminuir o custo dos financiamentos no momento em que as condições para os bancos captarem recursos estão piores por causa das turbulências no mercado financeiro. No entanto, algumas taxas de juros continuam nas alturas. É o caso do rotativo do cartão de crédito: custa 274% ao ano. Está 2,8 ponto percentual mais caro que em julho. Segundo o BC, os brasileiros têm R$ 34,5 bilhões nesse crédito. A recomendação da equipe econômica é fugir desse financiado.

No cheque especial, as famílias acumulam dívidas de R$ 23,4 bilhões. Pagam, em média sobre ela, 303,2% ao ano. E a família brasileira está cada vez mais endividada. As dívidas representam 41,8% da renda anual. Houve uma alta de 0,8 ponto percentual desde o início do ano. Mensalmente, essas despesas representam 20,2% do orçamento familiar: valor praticamente estável desde setembro do ano passado.

Mesmo com mais financiamento para pagar, os brasileiros têm honrado os compromissos. Segundo o chefe do departamento econômico do BC, Fernando Rocha, a inadimplência está com valores muito baixos e mantém a trajetória de queda desde 2017. "Por um lado, há a retomada da atividade e, por outro, há o gerenciamento do setor bancário na concessão de crédito", explicou.