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Agronegócios

27/09/2018 - 01h02min. Alterada em 27/09 às 01h00min

Câmbio será determinante para formar cotação da soja

Pessoa destaca que brasileiros poderão vender a preços competitivos

Pessoa destaca que brasileiros poderão vender a preços competitivos


/NESTOR TIPA JÚNIOR/AGROEFFECTIVE/DIVULGAÇÃO/JC
Diferentemente de riscos climáticos ou de mercado, nos quais o produtor pode prever, se planejar e se proteger, as incertezas no País - como o cenário eleitoral, a guerra comercial entre China e Estados Unidos, e a polêmica da tabela do frete - criam um cenário dos mais difíceis dos últimos tempos para o produtor. A avaliação é do consultor da Agroconsult, André Pessoa, que participou, ontem, do Fórum de Mercados e Tendências - O agronegócio e o cooperativismo, promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS), em Lajeado.
Diferentemente de riscos climáticos ou de mercado, nos quais o produtor pode prever, se planejar e se proteger, as incertezas no País - como o cenário eleitoral, a guerra comercial entre China e Estados Unidos, e a polêmica da tabela do frete - criam um cenário dos mais difíceis dos últimos tempos para o produtor. A avaliação é do consultor da Agroconsult, André Pessoa, que participou, ontem, do Fórum de Mercados e Tendências - O agronegócio e o cooperativismo, promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS), em Lajeado.
O especialista comparou este início de safra com uma estrada, que não está das piores, mas que a viagem começará com muita neblina. Sobre as eleições, disse que a polarização entre dois extremos ainda trará uma tensão na expectativa até a definição do resultado final. Já em relação à tabela do frete, Pessoa salientou que, até a colheita, se chegará a uma solução, mas não se sabe, ainda, se terá um tabelamento valendo, nem qual vai ser. Já sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o consultor ressaltou que "essa briga pode acabar amanhã ou daqui a 10 anos, mas, quando mudar, pode causar um terremoto no mercado". Com números da consultoria, Pessoa lembrou que, na safra passada, o Brasil exportou 49 milhões de toneladas para os chineses ante os 37 milhões de toneladas dos Estados Unidos. Se calculados os últimos 12 meses, o quadro é de 58 milhões de toneladas dos brasileiros e 30 milhões de toneladas dos norte-americanos. A perspectiva, de acordo com o especialista da Agroconsult, é de que o Brasil pode alcançar até 80 milhões de toneladas devido à decisão do governo chinês de taxar em 25% a importação da soja dos norte-americanos.
Em relação aos preços, Pessoa avaliou que os brasileiros poderão vender soja a valores competitivos e acima das expectativas, já que o principal mercado está com essa restrição de embarques dos Estados Unidos aos chineses, mas que os norte-americanos já estão abrindo margem em outros mercados para escoar o excedente da oleaginosa. "Aos poucos, eles encontram o mercado para colocar o excedente de soja que têm. A indústria está tendo a maior margem para esmagamento e exportação de farelo de soja", observou. Pessoa afirmou esperar acima de US$ 9 o bushel em Chicago. A expectativa é de que o prêmio de exportação suba, caso o dólar volte a um patamar de R$ 3,85, mas, se o câmbio disparar e chegar a passar dos R$ 4,50, o produtor terá um preço irresistível. "O câmbio é a variável mais importante da definição dos preços nas próximas semanas", avaliou.