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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

11/09/2018 - 13h18min. Alterada em 12/09 às 08h13min

Rio Grande do Sul lidera alta da indústria em julho no País

Produção de veículos, como na unidade da GM em Gravataí, puxou o desempenho em julho

Produção de veículos, como na unidade da GM em Gravataí, puxou o desempenho em julho


FREDY VIEIRA/JC
Patrícia Comunello
A indústria gaúcha teve o melhor desempenho na produção industrial do País em julho, frente ao mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o aumento da produção física foi de 13,9%.
No confronto com o mês anterior, neste caso, junho deste ano, a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-Regional) do IBGE apontou que o segmento teve alta de 4,6%, o segundo melhor do País. O Pará teve o segundo melhor desempenho na comparação com o ano anterior, e o Espírito Santo liderou no indicador de julho frente a junho, com alta de 5,8%.
A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias teve o maior crescimento, com alta de 4,45% em junho frente ao mesmo mês de 2017. O Rio Grande do Sul é considerado o segundo maior polo metalmecânico do Brasil. O aumento na produção de carros na unidade da General Motors, em Gravataí, que tem parte voltada a exportações para a Argentina, puxa o desempenho. Outro polo fica em Caxias do Sul.
Depois de veículos, máquinas e equipamentos tiveram a segunda maior elevação, com 2,15%; produtos alimentícios, 1,96%; produtos de metal, 1,90%; e celulose, 1,81%. Por outro lado, bebidas ainda estão em queda, com recuo de 0,49%. No ano, o setor gaúcho teve avanço bem menor, de 2,6%, e, em 12 meses, de 1%, indicando que ainda pesam os desempenhos com queda em 2017 e na largada de 2018.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Gilberto Petry, recebeu com cautela o desempenho gaúcho, principalmente no confronto entre junho e julho, que "tem efeito ainda da greve de caminhoneiros", neste caso, para recompor a queda da demanda que houve com a paralisação.
Na comparação com julho de 2017, Petry avalia que a base é mais fraca em alguns setores, como celulose. A planta da Celulose Riograndense, em Guaíba, teve de parar boa parte da produção devido a problemas em equipamentos. O desempenho de veículos é associado por ele a movimentos que a General Motors faz para reduzir estoques, além de operar em mais turnos.
Petry se deteve no acumulado do ano, no qual o Estado aparece em sétimo lugar, reforçando o Índice de Desempenho Industrial gaúcho (IDI-RS), divulgado na semana passada pela federação e que havia fechado em 2,3%. "O ideal seria estar em 6% a 7% para ter algum efeito no Produto Interno Bruto (PIB)", adverte o dirigente. "Quando vierem os índices de agosto, poderemos ter uma ideia melhor para ver se (o crescimento) veio para ficar", projeta Petry. Segmentos como o da alimentação, que crescem, são vistos como menos suscetíveis à crise, pois têm componente de itens essenciais. 
Outro fator que deve pesar para a definição do cenário até dezembro é o desfecho das eleições, diz Petry. Segundo o dirigente, o ritmo dos negócios será influenciado pela linha de quem vencer o pleito, entre uma vertente mais de mercado ou com mais ação do Estado. Até o desfecho da disputa, o presidente da Fiergs antevê um compasso de espera no nível da atividade.
O exame é reforçado pelos números de outros estados com peso no PIB, como São Paulo, maior economia do País, que teve queda no indicador regional do IBGE. O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) definiu como "sem entusiasmo" o quadro que aparece na produção industrial, que, na média nacional informada na semana passada, recuou 0,2% em julho.
"Passada a volatilidade decorrente da greve dos caminhoneiros, a indústria encontrou-se novamente no negativo. A composição regional deste resultado também não é nada reconfortante", conclui o boletim do Iedi nesta terça-feira. Tudo porque oito das 15 localidades pesquisadas registraram perda de produção na série com ajuste. "O mais grave é que o núcleo industrial do Sudeste, a região do País com maior renda, maior consumo e maior densidade industrial, não se saiu bem", pontuou o boletim. A indústria paulista caiu 1,1% em julho, o que pode sinalizar mais um trimestre de perdas.
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