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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 06/09 às 14h57min

Bolsas da Europa fecham em queda com escalada das tensões entre EUA e China

Estadão Conteúdo
A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China levou os mercados acionários da Europa a fecharem em queda nesta quinta-feira (6), depois de oscilarem durante as negociações, enquanto as incertezas entre mercados emergentes continuam a preocupar os agentes. O índice pan-europeu Stoxx-600 registrou queda de 0,59%, aos 373,48 pontos.
O índice FTSE 100, de Londres, recuou 0,87%, aos 7.318,96 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, registrou queda de 0,31%, aos 5.243,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,27%, para 20.527,22 pontos, ao passo que o PSI 20, de Lisboa, baixou 0,61%, para 5.261,96 pontos.
O governo chinês reiterou hoje que, caso sejam impostas tarifas sobre US$ 200 bilhões pelos EUA, vai retaliar. No mês passado, Pequim divulgou uma lista de US$ 60 bilhões em produtos americanos que seriam atingidos, caso o governo do presidente Donald Trump imponha as tarifas.
O cenário apreensivo para o comércio global foi complementado pelas incertezas em emergentes, que continuam a preocupar pelo risco de contágio de outras economias. Especialistas do Deutsche Bank apontam que a instabilidade na Turquia pode atingir o espanhol BBVA, um dos bancos europeus mais expostos ao país porque possui tem uma participação de quase 50% no turco Garanti Bank.
"As incertezas provavelmente terão seu preço em termos de maiores provisões. O banco BBVA aumentou a orientação para provisões para 2018", avaliam. Na bolsa de Madri, o índice Ibex 35 caiu 1,00%, para 9.208,70 pontos, enquanto as ações do BBVA recuaram 2,52%. Também considerados sensíveis à crise financeira na Turquia, os papéis do UniCredit caíram 1,07% em Milão e os do BNP Paribas cederam 0,23% em Paris.
Em Frankfurt, o DAX registrou queda de 0,71%, aos 11.955,25 pontos, também de olho nas encomendas à indústria da Alemanha, que caíram 0,9% em julho ante junho, contrariando as expectativas de alta de 1,7% de analistas, informou a agência de estatísticas do país, a Destatis. A bolsa alemã também comunicou que os papéis Commerzbank vão deixar o índice DAX a partir do dia 24 de setembro (serão movidos para o MDAX) e vão ser substituídos pelos da Wirecard, uma fintech de serviços de pagamento. As ações do banco alemão recuaram 2,25% nesta sessão.
Perto do horário de fechamento das bolsas europeias, o petróleo acelerou perdas com a sinalização de enfraquecimento da demanda com a redução nas exportações da commodity dos EUA, que caíram 15,23% na semana encerrada em 31 de agosto, de 1,779 milhão de barris por dia na semana encerrada no dia 24 de agosto, para 1,508 milhão de barris, de acordo com dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Ações de petrolíferas do continente foram penalizadas, como a Antofagasta e a BHP Billiton, em Londres, que recuaram 2,49% e 1,76%, respectivamente, e a Total, em Paris, que registrou queda de 0,95%. 
 
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