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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de agosto de 2018.
Dia Nacional do Combate ao Fumo.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 29/08/2018. Alterada em 29/08 às 01h00min

União pode revidar China no âmbito da OMC

Vinte e cinco plantas com inspeção federal serão visitadas por missão mexicana com nove veterinários

Vinte e cinco plantas com inspeção federal serão visitadas por missão mexicana com nove veterinários


FREDY VIEIRA/ARQUIVO/JC
Estadão Conteúdo
Sem êxito nas conversas com a China para suspender barreiras comerciais ao frango e ao açúcar do Brasil, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defendeu o enfrentamento na Organização Mundial de Comércio (OMC) aos ataques protecionistas dos chineses. "Fomos na linha de tentar entender, negociar, e não tivemos sucesso. Quando você tenta a negociação e não há qualquer tipo de reação do outro lado, tem que usar de outros instrumentos", disse a jornalistas após evento na capital paulista.
Em áudio divulgado por sua assessoria, Maggi afirma que o governo federal tentará suspender as taxas aplicadas pela China. Ainda com relação aos entraves no comércio, Maggi contou que não há nenhuma novidade em relação à esperada abertura do mercado russo para as carnes do Brasil e que continua aguardando um retorno.
"Fizemos tudo que podíamos fazer e atendemos a todos os requisitos que eles pediram. Quando encontrei representantes do governo russo na África do Sul, cheguei a perguntar se havia alguma indisposição política que estivesse impedindo o fim do embargo, mas me responderam que não era o caso", disse ele sobre conversas realizadas durante a 10ª Cúpula do Brics, que reuniu lideranças de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em Johanesburgo, em julho.
Caso se tratasse de alguma indisposição política entre os países, o ministro disse que informaria os produtores brasileiros para que se adequassem às condições do mercado e direcionassem suas carnes para outros compradores. "Os russos me disseram que esse risco não existe", enfatizou.
No movimento contrário, o México deverá ampliar a compra de carne de frango e seus subprodutos do Brasil. Está no País uma missão de nove veterinários mexicanos para auditoria em 25 plantas frigoríficas com inspeção federal, segundo informações do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Os auditores iniciaram as inspeções na segunda-feira e estenderão esse trabalho até 7 de setembro. Os veterinários percorrerão sete estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Hoje, se reúnem com integrantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em São Paulo.
O objetivo do grupo é habilitar novos frigoríficos para exportarem ao mercado mexicano. O comércio com aquele mercado vem crescendo. Segundo dados do sistema Agrostat do Mapa, em 2016 os importadores mexicanos compraram o equivalente a US$ 101 milhões de carne de frango. No ano, passado o volume subiu para US$ 185 milhões e, neste ano, até julho, o comércio somou US$ 106 milhões.
O secretário de Relações Internacionais do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, disse que "o México é um parceiro importante, cujo potencial de comércio ainda é muito grande. A missão mexicana é parte dos esforços bilaterais para ampliar a integração econômica entre os dois países".

Proibição do glifosato pode inviabilizar soja e milho

Produto é base para o plantio direto, prática que beneficia o solo

Produto é base para o plantio direto, prática que beneficia o solo


/KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/JC
Agência Brasil
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que, se a proibição do uso do glifosato for mantida, as safras de milho e soja podem ser inviabilizadas. "Nós não temos um produto que substitua o glifosato nesta safra, neste período. Fica muito difícil levar adiante já que o Brasil planta 95% da sua área de soja e milho com plantio direto e o glifosato é a base desse processo. Não tê-lo significa não conseguir colher. Um prejuízo bastante grande", disse após participar de um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Segundo o ministro, os produtores não estão preparados para uma interdição ao herbicida. "O glifosato é a base para a dessecação e o plantio direto. Nós não temos mais nas fazendas grades, arados, esses instrumentos mecânicos para preparar o solo. Tudo é na base química. Não usá-lo significa não ter a possibilidade de plantar", acrescentou.
Conhecido comercialmente como Roundup, o glifosato é um herbicida usado contra ervas daninhas indesejadas em produções agrícolas. No último dia 7, a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília, determinou a suspensão de registro de todos os produtos que utilizam tiram, abamectina e glifosato.
Em liminar, a magistrada disse que as substâncias não devem ser usadas ou comercializadas até que se feita uma reavaliação toxicológica das substâncias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A juíza ressalta que o glifosato é apontado como possível cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva.
Na última sexta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com recurso contra a liminar que suspendeu o uso do glifosato. Maggi disse que espera uma decisão favorável ao recurso. O ministro destacou ainda que o produto tem se mostrado confiável. "Difícil aparecer um produto tão seguro quanto o glifosato. Ele é biodegradável, está há muitos anos no mercado. É bastante barato", defendeu.
No entanto, Maggi disse que, caso seja provado que a substância traz riscos à saúde, os produtores precisarão se adaptar. "Se houver uma comprovação de que ele efetivamente mal para a saúde, claro que nós não devemos usá-lo. Mas temos que ter um prazo para que a indústria química coloque algum produto para substituí-lo."
 

JBS amarga indiciamento no Brasil, mas empresa de Joesley Batista avança na internacionalização

Folhapress
Enquanto Joesley Batista amarga a decisão da Polícia Federal de indiciá-lo na última quinta-feira, em um inquérito que aponta ter havido pagamento de propina para a liberação de financiamento do Bndes usado na internacionalização de sua empresa JBS, as operações estrangeiras do grupo alcançam desempenho recorde.
O negócio de carne bovina, em especial, atravessa um de seus melhores momentos nos EUA. Os resultados do segundo trimestre mostram a operação americana de bovinos com um recorde de ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 570 milhões (R$ 2,3 bilhões), alta de mais de 75% em relação a igual período do ano passado.
Durante uma semana de visita de jornalistas às instalações da sede norte-americana da JBS, entre segunda-feira e sexta-feira da semana passada, André Nogueira, presidente da JBS USA, afirmou que a grande sacada da empresa no passado foi entender para onde a demanda e a produção globais caminham -uma equação que foi resolvida com a internacionalização.
A JBS USA é a divisão da companhia que abrange operações fora do Brasil, como América Norte, Europa e Oceania. Hoje, o negócio é divido em JBS Brasil, que representa 20% do faturamento total, e JBS USA, que fica sob a responsabilidade de Nogueira, com 80%.
"Vai continuar crescendo a população, há uma grande mudança de crescimento de classe média que vai gerar uma demanda adicional por comida de 70% daqui até 2050", diz Nogueira. A empresa trabalha com a expectativa de que o comércio global de proteína tem muito a se expandir nos próximos anos porque a demanda está avançando com força em países que não possuem a mesma capacidade de elevar a produção.
 
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