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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de agosto de 2018.
Dia Nacional do Combate ao Fumo.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 29/08/2018. Alterada em 29/08 às 01h00min

Chinesa terá que pagar mais por CPFL Renováveis

Decisão amplia briga travada entre empresa e acionistas minoritários

Decisão amplia briga travada entre empresa e acionistas minoritários


/FERNANDO C. VIEIRA/CEEE/DIVULGAÇÃO/JC
A chinesa State Grid terá que pagar R$ 584,7 milhões a mais pelas ações da CPFL Renováveis, determinou uma superintendência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ontem. O preço dos papéis tem sido alvo de uma briga, que já se arrasta há mais de um ano, entre a companhia e acionistas minoritários da CPFL Renováveis (entre eles, os fundos Pátria, Arrow, o BTG Pactual e o IFC, do Banco Mundial).
Em junho deste ano, a State Grid oferecera R$ 390 milhões pela empresa de energia renovável (R$ 13,81 por ação), valor que foi novamente contestado pelos minoritários. Agora, porém, a CVM voltou a determinar uma elevação na proposta, determinando o preço de R$ 14,60 por ação da companhia. Com isso, o total desembolsado pela State Grid chegará a R$ 3,55 bilhões pela CPFL Renováveis.
A briga começou em 2016, quando a estatal chinesa comprou a fatia da Camargo Corrêa e de fundos de pensão no grupo CPFL. O valor total pago pelo grupo foi de cerca de R$ 14,19 bilhões -
R$ 25,51 por ação, com um prêmio de 29% em relação ao preço da ação no dia. A CPFL Renováveis, subsidiária do grupo, veio no pacote da aquisição.
No entanto, uma das obrigações da State Grid era realizar uma OPA (oferta pública de aquisições de ações), ou seja, dar a oportunidade aos acionistas minoritários de escolherem se permaneceriam no negócio com a nova controladora ou se venderiam suas ações, recebendo o mesmo preço pago pelos demais papeis -neste caso, à Camargo Corrêa e aos fundos.
O valor inicialmente oferecido pela State Grid aos minoritários da CPFL Renováveis foi de R$ 12,2 por ação, o que representou um desconto de 6% em relação ao preço da ação no dia. Essa diferença levou à reclamação dos acionistas, que alegam que a chinesa deu tratamento desigual aos acionistas da controladora e da subsidiária.
Desde então, se desenrola uma disputa em torno do valor dos papeis, com direito a troca de farpas entre as empresas (a chinesa chegou a chamar os minoritários de "oportunistas" em um ofício) e reclamações por parte da State Grid à própria CVM, que durante o processo passou a ter sua atuação questionada pelo grupo.
 
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