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Porto Alegre, terça-feira, 28 de agosto de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Petróleo

Edição impressa de 28/08/2018. Alterada em 28/08 às 01h00min

Manutenções da Petrobras em 2019 podem ajudar a manter estaleiros abertos

Estadão Conteúdo

A Petrobras está conversando com estaleiros brasileiros para possíveis contratos de manutenções dos seus navios em 2019, quando pretende fazer, pelo menos, 17 docagens (manutenções), informou o gerente executivo de Logística da Petrobras, Claudio Mastella. Prática comum a qualquer petroleira, as docagens podem evitar que alguns estaleiros brasileiros fechem enquanto não recebem novas encomendas, afirmou Mastella. "A Transpetro está conversando mais com os estaleiros, até para viabilizar a continuação das operações deles, vão ser 17 docagens no ano que vem", disse Mastella.

Ele ressaltou que as manutenções são periódicas e obrigatórias em todos os navios, e frequentemente a Petrobras utiliza estaleiros brasileiros e no exterior. A escolha, disse, vai depender de "eficiência e competitividade".

Segundo o executivo, o negócio pode atingir alguns milhões de dólares, o que ajudaria os estaleiros brasileiros a manterem empregos até que novas encomendas de navios sejam feitas. Enquanto espera novos projetos do setor do petróleo para possíveis encomendas de navios de apoio, a indústria naval tenta também destravar a construção de navios de cabotagem e de graneleiros no País.

A indústria naval brasileira voltou a viver seu auge no início dos anos 2000, com o estímulo das encomendas de plataformas pela Petrobras, mas voltou a se retrair após a Operação Lava Jato. A retomada do setor gerou 82 mil empregos diretos até 2014, reduzidos, agora, a cerca de 25 mil, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Dos 28 estaleiros filiados ao sindicato, 12 estão parados. De acordo com o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, se novas encomendas não forem feitas, todos os estaleiros fecharão as portas até 2020, como ocorreu na década de 1980. Ele cobrou uma política de Estado para estimular o setor, para que a continuidade da indústria independa do próximo presidente eleito. "Estamos investindo e morrendo, jogando milhões em treinamento e qualificação no lixo", disse.

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