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Edição impressa de 24/08/2018. Alterada em 24/08 às 01h00min

Praga da laranja bate recorde em São Paulo e Minas

Agência O Globo
Considerada a principal praga da citricultura, o greening avançou neste ano nos pomares de São Paulo e Minas Gerais, e atingiu o maior índice da história. A doença está presente em 18,15% dos pés de laranja de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, segundo levantamento do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), divulgado nesta quinta-feira em Araraquara (SP).
De acordo com o estudo, o cinturão citrícola formado pelos dois estados viu crescer 8,5% em relação ao ano passado o total de plantas doentes. O índice de 2017 era de 16,73%. Já são 35,3 milhões de laranjeiras atingidas, ante as 32 milhões detectadas no levantamento anterior, o pior cenário desde a detecção da doença, em 2004.
O greening é uma doença que deixa as folhas mais amareladas e manchadas, deforma a laranja e a deixa com tamanho menor que o normal, reduzindo sua produtividade. Em alguns casos, não há alternativa que não seja a erradicação da planta. Não oferece risco às pessoas. "As propriedades menores são as que mais têm, mas todos têm tido dificuldade de controle", afirmou o pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi. O levantamento foi feito entre os meses de março e junho.
O cenário preocupa pelas perdas que gera no campo. Na safra 2016/17, a doença causou a queda de 1,37% das frutas, o equivalente a 4 milhões de caixas de 40,8 quilos cada. Já na safra 2017/18, encerrada em junho, o total subiu para 4,06%, ou 19 milhões de caixas. "Imagine o que será deste ano, com seca, severidade e doenças aumentando. Provavelmente, será maior", disse.
Na avaliação de Lourival Carmo Mônaco, presidente do Fundecitrus, os dados apresentados oferecem aos citricultores dos dois estados a dimensão da doença e as medidas que devem ser tomadas para controle. "Temos um inimigo atrás de nós. Como diria Dada Maravilha (ex-jogador), problemática temos bastante, mas qual é a 'solucionática'?", questionou.
Em junho, o conselho deliberativo do Fundecitrus aprovou um programa integrado de combate ao greening, que ampliará ações de conscientização sobre manejo nos pomares e fora dele. De acordo com o fundo, a meta é que, até maio de 2021 - ou seja, menos de três anos -, 1,2 milhão de murtas e plantas de citros sem controle ideal sejam eliminados em São Paulo e Minas Gerais.
Além do greening, o cancro cítrico é outra doença que apresentou crescimento em relação ao último ano. Dos 8,68% de talhões infectados em 2017, o total acabou 11,71% neste ano, o que representa 34,9% de alta. A região predominante é a Noroeste de São Paulo, em que o índice chega a 63,14%.
Já o CVC, também conhecido como amarelinho, tem apresentado redução gradual. Enquanto, em 2009, o índice era de 42,6%, neste ano, chegou a 1,3% - no ano passado, o índice era de 2,9%.
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Considerada a principal praga da citricultura, o greening avançou neste ano nos pomares de São Paulo e Minas Gerais, e atingiu o maior índice da história. A doença está presente em 18,15% dos pés de laranja de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, segundo levantamento do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), divulgado nesta quinta-feira em Araraquara (SP).
De acordo com o estudo, o cinturão citrícola formado pelos dois estados viu crescer 8,5% em relação ao ano passado o total de plantas doentes. O índice de 2017 era de 16,73%. Já são 35,3 milhões de laranjeiras atingidas, ante as 32 milhões detectadas no levantamento anterior, o pior cenário desde a detecção da doença, em 2004.
O greening é uma doença que deixa as folhas mais amareladas e manchadas, deforma a laranja e a deixa com tamanho menor que o normal, reduzindo sua produtividade. Em alguns casos, não há alternativa que não seja a erradicação da planta. Não oferece risco às pessoas. "As propriedades menores são as que mais têm, mas todos têm tido dificuldade de controle", afirmou o pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi. O levantamento foi feito entre os meses de março e junho.
O cenário preocupa pelas perdas que gera no campo. Na safra 2016/17, a doença causou a queda de 1,37% das frutas, o equivalente a 4 milhões de caixas de 40,8 quilos cada. Já na safra 2017/18, encerrada em junho, o total subiu para 4,06%, ou 19 milhões de caixas. "Imagine o que será deste ano, com seca, severidade e doenças aumentando. Provavelmente, será maior", disse.
Na avaliação de Lourival Carmo Mônaco, presidente do Fundecitrus, os dados apresentados oferecem aos citricultores dos dois estados a dimensão da doença e as medidas que devem ser tomadas para controle. "Temos um inimigo atrás de nós. Como diria Dada Maravilha (ex-jogador), problemática temos bastante, mas qual é a 'solucionática'?", questionou.
Em junho, o conselho deliberativo do Fundecitrus aprovou um programa integrado de combate ao greening, que ampliará ações de conscientização sobre manejo nos pomares e fora dele. De acordo com o fundo, a meta é que, até maio de 2021 - ou seja, menos de três anos -, 1,2 milhão de murtas e plantas de citros sem controle ideal sejam eliminados em São Paulo e Minas Gerais.
Além do greening, o cancro cítrico é outra doença que apresentou crescimento em relação ao último ano. Dos 8,68% de talhões infectados em 2017, o total acabou 11,71% neste ano, o que representa 34,9% de alta. A região predominante é a Noroeste de São Paulo, em que o índice chega a 63,14%.
Já o CVC, também conhecido como amarelinho, tem apresentado redução gradual. Enquanto, em 2009, o índice era de 42,6%, neste ano, chegou a 1,3% - no ano passado, o índice era de 2,9%.
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