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mercado financeiro

23/08/2018 - 14h09min. Alterada em 23/08 às 14h08min

Bolsas da Europa fecham em queda em dia volátil, de olho em tensões comerciais

Em um dia de volatilidade, os mercados acionários da Europa fecharam em queda a sessão desta quinta-feira, diante das tensões comerciais com a entrada em vigor das tarifas e retaliações entre Estados Unidos e China. Com isso, o índice pan-europeu Stoxx-600 registrou baixa de 0,17%, aos 383,38 pontos.
Em um dia de volatilidade, os mercados acionários da Europa fecharam em queda a sessão desta quinta-feira, diante das tensões comerciais com a entrada em vigor das tarifas e retaliações entre Estados Unidos e China. Com isso, o índice pan-europeu Stoxx-600 registrou baixa de 0,17%, aos 383,38 pontos.
Ainda sem novidades sobre a retomada das conversas entre Washington e Pequim, previstas para ocorrerem até esta quinta, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que as negociações são "muito complexas" e não é possível prever o que vai acontecer. Dias atrás, o líder havia afirmado que não espera muito progresso das conversas comerciais com a China.
Mesmo assim, entraram em vigor as já previstas tarifas de 25% impostas pelo governo americano sobre US$ 16 bilhões em produtos chineses. A potência asiática retaliou com a aplicação das mesmas tarifas sobre igual valor de produtos dos EUA e entrou com um pedido na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas de Washington. Com as tensões, o recuo do euro e da libra ante o dólar chegou a conceder breve fôlego às bolsas europeias.
Em meio ao cenário, porém, o índice FTSE 100, de Londres, recuou 0,15%, para 7.563,22 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, caiu 0,44%, aos 20.608,51 pontos. O CAC 40, de Paris, registrou baixa de 0,02%, aos 5.419,33 pontos, ao passo que o DAX, da Bolsa de Frankfurt, perdeu 0,16%, aos 12.365,58 pontos. Nos ibéricos, o Ibex 35, de Madri, recuou 0,13%, aos 9.567,30 pontos, e Lisboa teve queda de 0,48%, para 5.490,72 pontos.
A ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), divulgada nesta quinta, reforçou que as taxas de juros deverão permanecer nos níveis atuais pelo menos até o verão europeu de 2019.
O presidente do Banco Central da Alemanha (Bundesbank), Jens Weidmann, afirmou que a autoridade monetária europeia irá retirar apenas gradualmente os estímulos econômicos, mas advertiu sobre uma demora até que isso comece. "O processo de normalização ocorrerá apenas gradualmente ao longo dos próximos anos", afirmou.
Investidores também acompanharam a divulgação de indicadores no Velho Continente. O índice de confiança do consumidor da zona do euro recuou de -0,5 para -1,9, abaixo da previsão de queda de 0,7, informou a Comissão Europeia. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da mesma região, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, por outro lado, avançou de 54,3 em julho para 54,4 em agosto, na leitura da IHS Markit. O resultado veio abaixo do esperado por analistas ouvidos pela Trading Economics (54,6).
O PMI composto da maior economia da Europa também avançou. O resultado do indicador na Alemanha subiu de 55,0 em julho para 55,7 em agosto, segundo dados preliminares divulgados também pela IHS Markit, acima do projetado por analistas (54,2).