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Porto Alegre, terça-feira, 21 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Balanços

Edição impressa de 21/08/2018. Alterada em 21/08 às 01h00min

Lucro da Caixa cresce 63% no primeiro semestre deste ano

Agência O Globo
A Caixa Econômica Federal registrou, no primeiro semestre deste ano, lucro líquido de R$ 6,655 bilhões, alta de 63,3% em relação ao resultado auferido em igual período de 2017, que foi de R$ 4,074 bilhões. No segundo trimestre, o banco obteve lucro de R$ 3,464 bilhões. Os detalhes do balanço foram divulgados ontem.
A redução das despesas de pessoal e com as provisões para eventuais calotes contribuíram para esse resultado. "Estamos de olho no resultado financeiro do banco, mas também somos um agente de políticas públicas e sociais", disse Nelson de Souza, presidente da Caixa.
Segundo fontes ligadas à Caixa, o lucro foi puxado por ganhos com tarifas, que subiram 6,5% em 12 meses. Em contrapartida, o banco reduziu despesas administrativas e com pessoal na mesma proporção. Já a carteira de crédito encolheu quase 3% no primeiro semestre ante o mesmo período do ano passado, passando de R$ 715 bilhões para R$ 695 bilhões.
A maior redução ocorreu na carteira da pessoa jurídica, que caiu 25,7% em um ano. Já o total de financiamentos imobiliários ficou em R$ 436,5 bilhões, evolução de 3,6% em relação a junho de 2017, com uma fatia de 69,3% neste segmento. A expectativa do banco é que, com a recuperação da economia, a carteira de crédito pare de recuar. Arno Meyer, vice-presidente de finanças, lembra que as empresas já renegociaram as duas dívidas e devem se beneficiar da retomada.
A taxa de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ficou em 2,5%, estável na comparação com junho de 2017 e um recuo de 0,4 ponto percentual em relação ao final do primeiro trimestre. Já em relação às provisões com devedores duvidosos (dinheiro que os bancos reservam para cobrir um eventual calote), a despesa no semestre ficou em R$ 7,077 bilhões, um recuo de 30,9%.
Diante do resultado, integrantes da equipe econômica avaliam que o Tesouro Nacional não precisará fazer um segundo aporte de recursos na Caixa. Já foi autorizado um aporte de quase R$ 900 milhões para assegurar que a Caixa não fique desenquadrada nas regras internacionais de solvência do sistema financeiro, chamada Basileia, que estão mais rigorosas. O banco espera que, até o final do ano, tenha-se uma conclusão para as investigações internas sobre má conduta em gestões passadas e que a PWC retire as ressalvas do balanço da instituição.
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