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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de agosto de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Edição impressa de 17/08/2018. Alterada em 16/08 às 23h13min

Digitel entra em processo de recuperação judicial

Fabricante de equipamentos de comunicação de dados tem dívidas de R$ 16,2 milhões

Fabricante de equipamentos de comunicação de dados tem dívidas de R$ 16,2 milhões


ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Patrícia Comunello
A Digitel, que já foi uma das maiores fabricantes nacionais de equipamentos de comunicação de dados no Brasil, entrou em recuperação judicial. A empresa gaúcha tem sede em Alvorada e elabora o plano para saldar um passivo de R$ 16,2 milhões, sendo R$ 8 milhões a R$ 9 milhões com instituições financeiras, segundo o escritório Brizola e Japur, que é responsável pela administração judicial.
A medida foi publicada no começo da semana no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após exame de documentos e esclarecimentos, já que a Digitel é de capital aberto. O pedido para a recuperação ingressou na Justiça em 8 de maio.
O processo da indústria de tecnologia foi um dos 47 que tiveram pedidos deferidos pela Justiça no Estado entre janeiro e julho deste ano, segundo levantamento da Serasa. O número é menor que os 73 do mesmo período de 2017. O pedido foi encaminhado ao fórum de Alvorada em maio deste ano. No mesmo mês, houve deferimento para começo dos procedimentos. Já os pedidos chegaram a 60 até julho, ante 83 de janeiro a julho do ano passado.
Em 3 de maio, dias antes do pedido de recuperação, o Fundo de Investimento Exodus I entrou com ação para decretar a falência. A companhia não chegou a ser citada da ação de falência, pois a recuperação judicial suspende esse tipo de processo, explica o administrador judicial, Rafael Brizola Marques. Do montante da dívida total, R$ 13,7 milhões são devidos à classe de quirografários (que incluem as instituições financeiras e fornecedores de grande porte), quase R$ 2 milhões são oriundos de débitos trabalhistas, e R$ 561,2 mil são dívidas com Micro e Pequenas Empresas (MPE). Os débitos incluem fornecedores também do exterior, como China e Estados Unidos. 
A empresa foi fundada em 1978 pelo empresário Gilberto Soares Machado. Procurado nessa quinta-feira, Machado não quis comentar a situação que levou ao pedido de recuperação. Um funcionário informou apenas que a operação continuava no município da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). A unidade foi inaugurada em 2011, com investimento de R$ 10 milhões, para ampliar a produção de modens, roteadores, rádios digitais e multiplexadores. Na época, a indústria faturava entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões por ano e somava 250 funcionários. 
Na justificativa para a recuperação, a direção da Digitel alegou dificuldades financeiras que "acarretaram sucessivas penhoras, inviabilizando a atividade empresarial". Também aponta aumento de custos fixos, como necessidade de maior número de trabalhadores.
Depois de montar o novo parque industrial que forneceria rádios digitais, a companhia diz que enfrentou, nos anos seguintes, problemas para receber de clientes no setor de telecomunicações e ainda suspensão de contratos. A negativa de crédito em bancos acabou agravando a crise.
Brizola diz que, no último relatório mensal sobre as atividades de junho, a indústria informou que reduziu a produção e parou linhas, o que gerou queda de receita. De um faturamento de R$ 700 mil em maio, o fluxo recuou a R$ 175 mil. O quadro de funcionários caiu de 59 para 43. Em janeiro, havia 100 empregados. O administrador judicial observou que é "prematuro avaliar as condições da operação".
 
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