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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de agosto de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 16/08/2018. Alterada em 15/08 às 23h32min

Rio Grande do Sul agrega 1,3 milhão de hectares à silvicultura

Ampliação está concentrada na Metade Sul, distante do polo industrial

Ampliação está concentrada na Metade Sul, distante do polo industrial


/AGEFLOR/DIVULGAÇÃO/JC
Pedro Carrizo
Um novo estudo pode trazer vantagens à indústria de florestas plantadas no Estado, mesmo que ainda não contemple todas as demandas da classe. De acordo com levantamento da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o território gaúcho possui mais 1,3 milhão de hectares disponíveis para novos plantios de pinus, acácias e eucaliptos na Metade Sul do Estado. A nova área supera o espaço já ocupado com florestas no Rio Grande do Sul - algo em torno de 900 mil hectares -, mas está localizada no lado oposto do polo industrial do setor, concentrado na Região Centro-Leste.
O estudo completo será divulgado na 41ª edição da Expointer, ainda neste mês, e acompanhará o lançamento do cadastro único para produtores da silvicultura e o mapa virtual que indica as regiões passíveis de plantio. Outra novidade para o setor é desburocratização para pequenos produtores, que poderão plantar até 40 hectares sem precisar de licenciamento ambiental, apenas com uma autodeclarção feita no cadastro que acaba de ser lançado.
As novas medidas contemplam duas entre as três principais demandas da indústria de base florestal gaúcha. A classe pede por desburocratização nos licenciamentos ambientais, o desenvolvimento de um cadastro único para produtores, anteriormente dividido entre Fepam e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), e a ampliação das florestas plantadas já estabelecidas no polo industrial da silvicultura, que está no lado contrário à nova área disponível.
De acordo com a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), somente com o aumento das áreas já plantadas na Região Centro-Leste, a classe poderá sair do risco de apagão industrial. "O estudo é muito importante para atração de novos investimentos, que agora sabem onde irão se instalar e também para o pequeno produtor, que enfrentava desafios com a burocracia", diz o presidente da Ageflor, Diogo Leuck, acrescentando que as novas medidas são um importante passo para o desenvolvimento de florestas plantadas.
Para a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e diretora presidente da Fepam, Ana Pellini, o risco de apagão não está condicionado a questão ambiental. "Estamos caminhando para atender as demandas, mas temos que ter segurança nas questões ambientais. Dos processos que envolvem novos plantios, 85% já foram atendidos", diz Ana. A secretária ainda ressalta que o cadastro único e o mapa virtual serão ferramentas acessíveis aos produtores e órgão trabalha cotidianamente para a combater a burocratização que impede o crescimento da indústria de base florestal.
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