Porto Alegre, sábado, 14 de março de 2020.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Infraestrutura

15/08/2018 - 23h36min. Alterada em 15/08 às 23h36min

Prefeitos apostam em PPPs para atender a demandas

Dirigentes municipais estiveram no encontro Tá na Mesa da Federasul

Dirigentes municipais estiveram no encontro Tá na Mesa da Federasul


/ITAMAR AGUIAR/AGÊNCIA FREELANCER/DIVULGAÇÃO/JC

Vendo o setor privado como um aliado na entrega de serviços públicos de qualidade, prefeitos da Região Metropolitana de Porto Alegre discutiram, ontem, na reunião-almoço Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), as principais alternativas que seus municípios possuem. O painel "Cidades Metropolitanas: oportunidades e desafios" contou com a participação dos prefeitos de Cachoeirinha, Miki Breier; de Esteio, Leonardo Pascoal; e de Gravataí, Marco Alba. O encontro foi comandado pela presidente da Federasul, Simone Leite, que afirmou que "os municípios possuem grandes demandas com o dilema da escassez de recursos".

Vendo o setor privado como um aliado na entrega de serviços públicos de qualidade, prefeitos da Região Metropolitana de Porto Alegre discutiram, ontem, na reunião-almoço Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), as principais alternativas que seus municípios possuem. O painel "Cidades Metropolitanas: oportunidades e desafios" contou com a participação dos prefeitos de Cachoeirinha, Miki Breier; de Esteio, Leonardo Pascoal; e de Gravataí, Marco Alba. O encontro foi comandado pela presidente da Federasul, Simone Leite, que afirmou que "os municípios possuem grandes demandas com o dilema da escassez de recursos".

Quem abriu o debate foi Leonardo Pascoal, que comanda o município de Esteio, a menor cidade em extensão territorial do Rio Grande do Sul, com cerca de 27 quilômetros quadrados. Segundo ele, é preciso que haja uma união de esforços, sem rivalidades, e que as oportunidades com o poder público tenham como principal resultado a solução de problemas da sociedade, tendo o município como parceiro, possibilitando, na prática, uma maior eficiência na gestão dos serviços públicos, como saúde, segurança e educação. De acordo com Pascoal, o excesso de desconfiança tem pesado muito a ponto de criar insegurança jurídica, o que afasta a iniciativa privada e inviabiliza as Parcerias Público-Privadas (PPP)", disse.

No Brasil, para Marco Alba, que comanda uma das maiores economias do Estado, Gravataí, administra-se a doença, mas não a saúde. Se as coisas ficarem apenas na conversa e nada se resolver, a classe política sofrerá graves consequências, pois "a relação com a sociedade está por um fio, e a pressão tende a ficar ainda maior, levando a uma total insustentabilidade", afirmou.

Já o prefeito de Cachoeirinha, Miki Breier, segundo menor município gaúcho, com pouco mais de 44 km2 e totalmente urbano, a cidade segue os mesmos passos de Gravataí, trilhando caminhos de austeridade e em busca das contas positivas, aliando o desenvolvimento econômico com o social. Segundo Breier, a prefeitura está buscando alternativas para fomentar o interesse de famílias pela agricultura e pelo manejo da terra, em uma área pré-determinada. A ideia, segundo o prefeito, é diversificar a economia da cidade, tendo como objetivo vencer a grave crise econômica que vem assolando o Brasil e que ainda deixa marcas em economias menores, tal como Cachoeirinha.

Para o prefeito de Esteio, a tendência dos problemas locais é que eles sejam consorciados, ou seja, resolvidos em parceria. Para os três prefeitos que aderiram a parceiras na área de saneamento básico, que irá universalizar o tratamento de esgoto da Região Metropolitana, trata-se de uma evolução necessária, e que a Corsan, sozinha, jamais conseguirá executar. Para Pascoal, "perde-se tempo discutindo o óbvio". Segundo o prefeito de Esteio, a aprovação da PPP pelos municípios abrangidos significa um salto de um século no tratamento de esgoto. Alba classifica a PPP como a salvação da própria companhia, e Miki Breier lembrou que o projeto não tem problema, o problema é o preconceito dos órgãos de fiscalização, aliados aos interesses corporativistas do funcionalismo público.