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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 30/07/2018. Alterada em 30/07 às 08h22min

Conta de luz terá bandeira vermelha 2 pelo 3º mês

Cobrança adicional é de R$ 5,00 para cada 100 kWh consumidos

Cobrança adicional é de R$ 5,00 para cada 100 kWh consumidos


MARCO QUINTANA/JC
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que as contas de luz vão continuar com a bandeira vermelha em seu segundo nível no mês de agosto. Com a bandeira vermelha no nível 2, no mês que vem, a tarifa continua com um adicional de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. É o terceiro mês seguido em que a bandeira vermelha vigora em seu segundo nível.
De janeiro a abril, a Aneel usou a bandeira verde, que não tem custo adicional. Em maio, foi adotada a bandeira amarela, que adicionava R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos.
De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira vermelha nível 2 se deve às condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do País. Essa situação elevou o risco hidrológico (GSF) e levou o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) ao teto de R$ 505,18 por megawatt-hora (MWh). São esses dois indicadores que determinam a cor da bandeira.
O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. A bandeira verde, que não tem cobrança extra, é usada quando o consumo é baixo e a oferta de energia está alta.
No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E, no segundo, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh.
O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa e tinha a incidência da taxa básica de juros. A Aneel deve anunciar a bandeira tarifária que vai vigorar em setembro no dia 31 de agosto.
A manutenção da bandeira vermelha 2 nas contas de luz em agosto já era esperada pelo economista Leonardo da França Costa, da Rosenberg Associados, e não causou temor, por enquanto. Contudo, ressalta que é preciso acompanhar o nível dos reservatórios com afinco, dada a ausência de chuvas. "O período não conta com sazonalidade benigna", afirma. "A situação não melhorou no último mês, o que referenda a manutenção."
Por ora, a Rosenberg estima o IPCA, índice oficial de inflação, fechando o ano em 3,90%, levando em conta a modificação para a bandeira amarela. Caso 2018 termine com a bandeira vermelha 2, a estimativa ganha um acréscimo de 0,30 ponto percentual (4,20%). Com isso, a inflação fecharia ainda abaixo do centro da meta de 4,50%.
 
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