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mercado financeiro

26/07/2018 - 16h53min. Alterada em 26/07 às 16h53min

Juros longos fecham em alta, pressionados pela trajetória do câmbio

Os juros futuros fecharam em direções divergentes a sessão regular desta quinta-feira. As taxas dos contratos longos passaram o dia em alta e bateram máximas durante a tarde, acompanhando o dólar, que também registrou máximas em sequência ante o real na etapa vespertina. A pressão no câmbio decorre de movimento de realização de lucros amparado na tendência global de alta da moeda americana. Os contratos de curto e médio prazos, que encerraram a manhã em alta moderada, tiveram alívio à tarde, passado o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), e fecharam com taxas perto da estabilidade, com viés de queda.
Os juros futuros fecharam em direções divergentes a sessão regular desta quinta-feira. As taxas dos contratos longos passaram o dia em alta e bateram máximas durante a tarde, acompanhando o dólar, que também registrou máximas em sequência ante o real na etapa vespertina. A pressão no câmbio decorre de movimento de realização de lucros amparado na tendência global de alta da moeda americana. Os contratos de curto e médio prazos, que encerraram a manhã em alta moderada, tiveram alívio à tarde, passado o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), e fecharam com taxas perto da estabilidade, com viés de queda.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,625%, de 6,627% na quarta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 encerrou em 7,91%, de 7,93% na quarta no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou estável em 8,94% e a do DI para janeiro de 2023 passou de 10,24% para 10,30%. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 10,90%, de 10,83%.
Depois de terminar na quarta-feira em R$ 3,70, o dólar à vista era negociado a R$ 3,7416 (+1,00%) às 16h23, após bater a máxima de R$ 3,7451 perto das 16h. No exterior, a moeda também ampliou ganhos ante as demais, ainda em reação à visão mais "dovish" que predominou na decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Nos Treasuries, o yield da T-Note de dez anos batia máxima de 2,979% no horário acima.
O mercado segue monitorando o cenário eleitoral, mas as notícias do dia não chegaram a fazer preço. O Centrão formalizou seu apoio ao pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, o que já estava precificado desde sexta-feira. E o empresário Josué Gomes oficializou sua negativa ao convite para ser o vice na chapa, mas isso também não chegou a mexer com os negócios. "A questão do vice está em segundo plano e não vejo fator negativo nesta recusa. Essa definição não precisa sair neste momento", disse o trader da Quantitas Asset Matheus Gallina.
No noticiário da última hora, vale destacar que o presidente Michel Temer indicou hoje que o Mercosul poderá chegar, em setembro, a um termo de acordo de livre comércio com a União Europeia. As tratativas começaram no fim da década de 1990, e hoje ainda há cerca de trinta questões pendentes, segundo ministros do governo. Temer negou que o acordo fechado pelos Estados Unidos com a União Europeia afete as negociações do Mercosul com o bloco.