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Porto Alegre, quarta-feira, 25 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Comércio exterior

Edição impressa de 25/07/2018. Alterada em 25/07 às 01h00min

Exportações devem somar US$ 224,4 bilhões em 2018

Previsão é que Brasil encerre o ano no azul em US$ 56,315 bilhões

Previsão é que Brasil encerre o ano no azul em US$ 56,315 bilhões


/JUAN BARRETO/AFP/JC
As exportações brasileiras devem somar US$ 224,445 bilhões este ano, um aumento de 3,1% em relação aos US$ 217,750 bilhões exportados em 2017, segundo estimativas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). O resultado é superior aos US$ 218,966 bilhões previstos pela entidade anteriormente.
As importações devem totalizar US$ 168,13 bilhões em 2018, uma alta de 11,5% em relação aos US$ 150,749 bilhões importados no ano passado. Na previsão anterior, divulgada pela AEB em dezembro de 2017, a expectativa era de uma importação ligeiramente maior, de US$ 168,625 bilhões.
Como resultado, o País deve registrar um superávit de US$ 56,315 bilhões este ano, uma queda de 15,9% em relação aos US$ 67,001 bilhões gerados em 2017. A previsão anterior, porém, era de superávit menor, de US$ 50,341 bilhões.
Segundo a AEB, a atual revisão ainda está sujeita a mudanças, por conta de possíveis reflexos da guerra comercial envolvendo Estados Unidos, China e União Europeia, além de uma potencial crise nuclear entre Estados Unidos e Irã.
Outras condicionantes que serão observadas nos próximos meses são as "cotações e quantum das commodities, além da grave crise econômica, comercial e cambial argentina, do reduzido crescimento do PIB brasileiro e da desvalorização do real", enumerou a entidade, em nota oficial.
A AEB espera um aumento de 5,1% na exportação de produtos básicos, além de avanço de 1,4% no embarque de itens industrializados. Entre as importações, os bens de capital terão crescimento de 27,7%; os bens intermediários aumentarão 7,8%; bens de consumo devem registrar avanço de 10,1%, com destaque para os bens duráveis (22,2%). As importações de combustíveis e lubrificantes terão elevação de 18,5%.

Preços de soja e petróleo ajudam a elevar superávit

O aumento, em cerca de US$ 6 bilhões, na projeção da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) para o superávit da balança comercial em 2018 vai decorrer muito mais da valorização dos preços de venda de produtos como petróleo e soja do que de um esforço de política econômica. "O superávit projetado para este ano é um detalhe apenas, porque não tem nenhum esforço para isso ocorrer", afirmou o presidente da entidade, José Augusto de Castro.
O movimento na estimativa para o saldo comercial foi puxado pelas exportações, já que a projeção para as importações, em US$ 168,13 bilhões em 2018 (11,5% acima do ano passado), praticamente não mudou. Já as exportações passaram de uma estimativa de US$ 218,96 bilhões para US$ 224,44, uma alta de 3,1% em relação aos US$ 217,75 bilhões exportados em 2017.
A principal mudança em relação às estimativas anteriores, segundo Castro, são os preços do petróleo e da soja, alguns dos principais produtos básicos exportados pelo Brasil. O barril do petróleo, lembrou o presidente da AEB, era estimado entre US$ 50 e US$ 55 no fim do ano passado, mas, hoje, está na casa de US$ 75.
Já a tonelada da soja ficou em US$ 398,33, na média do primeiro semestre deste ano, contra US$ 378,92 na média da primeira metade de 2017. No caso da soja, a quebra da safra na Argentina neste ano foi determinante para a dinâmica de preços, enquanto as previsões para a produção brasileira vieram sendo reavaliadas para cima até registrar recorde.
Castro não vê espaço para a guerra comercial entre Estados Unidos e China criar grandes oportunidades de crescimento dos embarques para o país asiático. A sobretaxa imposta pelos chineses na soja americana pode levar a uma elevação marginal nas exportações brasileiras para a China, mas com efeitos maiores em 2019, já que a safra deste ano foi praticamente toda vendida.
"A soja não tem linha de produção, em que você coloca mais um turno. Além disso, o chinês não tem muito de quem comprar. É Estados Unidos, Brasil e Argentina", disse Castro. Além disso, o saldo final da guerra comercial é negativo, pois tende a reduzir o crescimento global, derrubando a demanda e as cotações das commodities.
As trocas de farpas comerciais entre China e Estados Unidos são apenas um dos fatores negativos do cenário futuro para o comércio exterior. Castro citou ainda a crise econômica na Argentina, principal destino das exportações de manufaturados, o quadro eleitoral marcado pela incerteza e elevações de custos para os exportadores.
Os custos ficarão mais caros por causa do tabelamento do frete consequência da greve dos caminhoneiros, pela extinção da devolução tributária do Reintegra e pela reoneração da folha de pagamentos.
 
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