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Porto Alegre, terça-feira, 24 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Gestão

Edição impressa de 24/07/2018. Alterada em 24/07 às 01h00min

Fecomércio-RS dá posse a sua nova diretoria

Bohn tem o desafio de reinventar gestão após redução de contribuições

Bohn tem o desafio de reinventar gestão após redução de contribuições


/MARIANA CARLESSO/JC
Adriana Lampert
A cerimônia de posse da nova diretoria da Fecomércio-RS para o período de 2018 a 2022 ocorreu na noite de ontem no Hotel Plaza São Rafael. O grupo seguirá com a liderança do empresário Luiz Carlos Bohn, que, pela segunda vez, assume a presidência da entidade. Composta por 120 dirigentes, a nova administração da Fecomércio-RS conta, ainda, com os empresários Joel Vieira Dadda (primeiro vice-presidente), André Luiz Roncatto (vice-presidente Financeiro) e Luiz Antônio Baptistella (vice-presidente Administrativo).
De acordo com Bohn, três diretrizes principais da gestão anterior permanecerão: o posicionamento da entidade em relação à defesa dos interesses dos empreendedores do setor terciário, os esforços para a construção da nova sede administrativa e a adequação dos gastos, "buscando fazer mais com menos". Segundo o dirigente, o fim da contribuição sindical compulsória, implementado com a reforma trabalhista, obriga entidades representativas a se reinventarem. "No caso dos 110 sindicatos representados pela Fecomércio-RS, estamos incentivando que se mantenham, ou sejam implementados, produtos e serviços em benefício dos associados, como fontes de receitas."
O dirigente destaca que houve uma redução de 80% na contribuição sindical de todos os filiados. "Ficamos com 20% da receita que recebíamos, o que nos obriga a nos reinventarmos, e nosso serviço continuará sendo feito nesse sentido", afirma Bohn. Ele ressalta que um dos desafios será para que cada vez mais as empresas reconheçam a Fecomércio-RS e os sindicatos como seus legítimos representantes, por conta de ações em prol do setor terciário. Adequar a legislação, "respeitando a liberdade do legislador", mas apontando os entraves para o desenvolvimento das empresas, segue sendo a estratégia da entidade em defesa do setor, reforça o presidente da entidade. "Precisamos de um choque de capitalismo e de um choque de liberdade para o Brasil."
Bohn avalia que o País vive um "pseudocapitalismo", em vista de que "o governo se mete demais na vida das pessoas". O dirigente não vê a redução de impostos como saída (uma vez que esses recursos garantem a sustentabilidade do poder público), mas sugere uma economia mais liberal para que, com o crescimento do PIB, o percentual da carga tributária possa ser reduzido. Sobre a nova sede administrativa da Fecomércio-RS na Zona Norte de Porto Alegre, ele destaca que a obra deve ser entregue no prazo previsto, até a metade do ano que vem. Entre os desafios da nova gestão, Bohn cita as negociações coletivas com os sindicatos laborais. "São difíceis, mas precisam ser feitas, e temos, agora, a nova legislação trabalhista, que agrega vantagem, prevalecendo o negociado ao legislado - o que permite ganho de produtividade e redução de custos." Um dos empecilhos, na visão do presidente da Fecomércio-RS, é que "ainda não ocorreu total compreensão" da reforma trabalhista. "Iremos continuar treinando e ensinando os empresários sobre o tema, com a promoção de foros por todo o Estado." Reeleito com 95% de aprovação da assembleia, ao longo de sua primeira gestão, Bohn tornou permanentes as discussões em torno da Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado, da racionalização tributária, da reforma trabalhista, entre outras.
Natural de São Sebastião do Caí, Bohn é bacharel em Ciências Contábeis e proprietário da L.C. Bohn Contabilidade, empresa formada em 1967 com sede em São Sebastião do Caí e filiais. Possui, ainda, negócios nos ramos varejista e imobiliário na região. Antes de assumir a presidência da Fecomércio-RS pela primeira vez, o empresário atuou na vice-presidência Financeira da entidade. No meio sindical, presidiu, entre 2004 e 2010, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) e, desde 2008, está à frente da presidência do Conselho Fiscal do PGQP.
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