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Porto Alegre, terça-feira, 24 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Sistema Financeiro

Edição impressa de 24/07/2018. Alterada em 24/07 às 01h00min

Brasileiros pagaram R$ 475,6 bilhões de juros em 2017

Maioria das pessoas cortou gastos em 2017, dizem SPC Brasil e CNDL

Maioria das pessoas cortou gastos em 2017, dizem SPC Brasil e CNDL


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

Mesmo após recessão econômica, as taxas de juros no País continuam em níveis elevados. Em 2017, as empresas e famílias brasileiras pagaram, juntas,
R$ 475,6 bilhões em juros, alta real de 11,8% em relação ao ano anterior. O valor corresponde a 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. Os dados foram obtidos com base no estudo sobre os impactos recentes do crédito sobre as empresas e famílias no Brasil realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O estudo mostra que houve aumento no montante de juros pagos, apesar do ciclo de quedas na Selic e da própria redução na oferta total de empréstimos. No ano passado, as famílias brasileiras pagaram R$ 354,8 bilhões em juros, alta real de 17,9% em relação a 2016, e que corresponde a 10,8% da renda anual das famílias. Isso significa que o pagamento de juros, em termos individuais, representou um dos maiores itens de despesa das famílias, superando o gasto total com educação e vestuário, por exemplo.

Por outro lado, o valor de empréstimos atrasados há mais de 90 dias teve redução de 11,3% em relação a 2016, totalizando R$ 44,7 bilhões. Ou seja, a taxa de inadimplência sobre o saldo total dos empréstimos caiu de 6,1% para 5,3% entre 2016 e 2017.

O valor agregado da inadimplência das empresas no Brasil também recuou, passando de
R$ 40,4 bilhões, no fim de 2015, para R$ 33,3 bilhões em dezembro de 2017, queda real de 16,7% em relação ao ano anterior.

A entidade ressalta, ainda, que o crédito no Brasil impõe um custo elevado tanto para as famílias como para as empresas.

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