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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de julho de 2018.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 19/07/2018. Alterada em 19/07 às 01h00min

Dólar oscila, mas termina sessão estável em R$ 3,84

Especialistas ressaltam que mercado de câmbio apresenta cautela

Especialistas ressaltam que mercado de câmbio apresenta cautela


/TOV CORRETORA/DIVULGAÇÃO/JC
Em novo dia de agenda esvaziada no mercado doméstico, o dólar oscilou influenciado por notícias do mercado externo, mas acabou encerrando a sessão estável, em R$ 3,8445 (-0,01%). A moeda norte-americana subiu ante o peso argentino, a lira turca e o rand sul-africano. Apesar da leve queda e do comportamento relativamente tranquilo nos últimos dias, os especialistas em câmbio ressaltam que o tom no mercado é de cautela, principalmente com as eleições, e que a volatilidade pode crescer novamente. Nas próximas semanas, serão definidos os candidatos e as eventuais coligações dos partidos nas convenções nacionais.
A quarta-feira foi outro dia de volume mais fraco no câmbio, influenciado pela falta de eventos importantes e pelas férias no Hemisfério Norte. O dólar operou em alta pela manhã e atingiu a máxima de R$ 3,8635, mas virou no começo da tarde, após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que pode costurar acordos comerciais individuais com o México e o Canadá.
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, voltou ao Congresso e repetiu a mensagem de gradualismo na alta de juros, o que também ajudou a manter os mercados tranquilos. Na mínima, o dólar chegou a cair a R$ 3,81 à tarde, mas, perto do fechamento, reduziu o ritmo de queda e chegou a engatar alta pontual com o desmonte de operações feitas por tesourarias.
Pesquisa do Bank of America Merrill Lynch divulgada ontem mostra que, apesar da relativa calmaria vista no mercado de câmbio nos últimos dias, a percepção de gestores e investidores é que a moeda brasileira pode perder ainda mais valor ante o dólar nos meses antes da eleição. Dos entrevistados no levantamento, 49% veem a divisa norte-americana terminando o ano acima de R$ 3,80, ante 34% da pesquisa feita em junho e de apenas 3% em maio. Além disso, 17% veem a moeda acima de R$ 4,00, ante zero da pesquisa de maio.
 

Ibovespa registra queda de 0,98%

O Índice Bovespa se descolou das altas das bolsas de Nova Iorque e cedeu a um movimento de realização de lucros nesta quarta-feira de agenda fraca no Brasil e no exterior. O principal índice de ações da B3 chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas não sustentou a tendência e passou a operar em terreno negativo até o final do pregão, quando registrou queda de 0,98%, aos 77.362 pontos. Os negócios na sessão somaram R$ 11,405 bilhões.
A queda foi moderada na maior parte do dia e se acelerou na última hora de negociação, puxada por ações do setor financeiro e Petrobras. Apesar de algumas menções ao vencimento de opções sobre o Ibovespa, foi praticamente consenso entre operadores e analistas que a queda foi gerada por operações de realização de lucros, uma vez que o Ibovespa acumulava alta superior a 7% em julho até o pregão de ontem.
No front externo, os dois principais eventos do dia foram a sabatina do presidente do Federal Reserve e a divulgação do Livro Bege. Powell basicamente repetiu o que havia dito na véspera, reforçando a expectativa de gradualismo na condução da política monetária dos Estados Unidos. O Livro Bege, sumário sobre as condições econômicas dos Estados Unidos, também não apresentou novidades e teve efeito praticamente nulo sobre os negócios em Nova Iorque.
Os preços do petróleo subiram mais de 1%, apoiados nos dados semanais de estoques da commodity nos Estados Unidos, que revelaram um recuo inesperado das reservas de gasolina.
As ações da Petrobras, no entanto, não acompanharam a alta da commodity e fecharam com perdas de 1,95% (ON) e 1,31% (PN). Na contramão estiveram os papéis da Vale, que subiram 1,48%, alinhados à alta do minério de ferro no mercado à vista chinês.
Mesmo com o resultado negativo de ontem, o Ibovespa acumula alta de 6,32% em julho. Boa parte dessa valorização ocorreu em decorrência do restabelecimento do fluxo de estrangeiros na bolsa, após fortes saídas em maio e junho. Em julho, os ingressos somam R$ 3,223 bilhões.
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