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Previdência

19/07/2018 - 01h08min. Alterada em 19/07 às 01h00min

Número de empréstimos consignados feitos por aposentados chega a 30 milhões

O número de empréstimos consignados feitos por aposentados do INSS cresceu nos cinco primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2017. Conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC), entre janeiro e maio de 2018, 30,2 milhões de novos contratos foram feitos. Já no mesmo intervalo do ano anterior, foram 26,06 milhões de empréstimos com desconto em folha.
O número de empréstimos consignados feitos por aposentados do INSS cresceu nos cinco primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2017. Conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC), entre janeiro e maio de 2018, 30,2 milhões de novos contratos foram feitos. Já no mesmo intervalo do ano anterior, foram 26,06 milhões de empréstimos com desconto em folha.
Contudo, de acordo com o boletim do BC, o volume de crédito tomado pelos aposentados foi menor nos primeiros cinco meses deste ano, R$ 4,3 bilhões, contra R$ 6,3 bilhões nos cinco primeiros meses do ano passado. No total, os aposentados do INSS devem R$ 122,1 bilhões aos bancos nessa modalidade de crédito.
No ano passado, o INSS, através do Conselho Nacional de Previdência (CNP), alterou a resolução que regulamenta a concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. A mudança ampliou de seis para nove a quantidade máxima de contratos ativos para empréstimo pessoal com desconto em folha. O órgão não alterou, porém, a chamada margem consignável. Com isso, o aposentado continua podendo comprometer até 35% da renda com o consignado, sendo 30% com o empréstimo comum e 5% com o cartão de crédito, modalidade criada em 2015.
Mesmo com as facilidades desse tipo de crédito e taxas de juros menores - atualmente, em uma média de 2% -, em relação a outras modalidades, empréstimos devem ser feitos com cautela. Antes de fazer qualquer contrato e assumir uma dívida, o consumidor deve sempre analisar se realmente precisa do dinheiro.
"Muitos aposentados, por exemplo, além dos gastos mensais, ainda costumam ajudar a família, o que faz com que busquem o consignado para ter renda complementar. Contudo, é preciso que, antes de assumir dívidas, o consumidor faça as contas para avaliar a real necessidade do empréstimo, pois uma facilidade pode gerar dor de cabeça para quem não tem organização financeira", destaca Reinaldo Domingos, especialista em educação financeira e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).
As taxas de juros de crédito consignado estão em trajetória de queda, e o consignado segue como a linha mais barata do mercado no País para o crédito pessoal. Nesta modalidade, o banco irá descontar as parcelas diretamente do salário do cliente. O desconto em folha reduz o risco de calote para a instituição financeira.
De acordo com dados do BC, enquanto as linhas de empréstimo pessoal tradicional têm juros que podem chegar a 22,2% ao mês, as do consignado variam entre 1,22% e, no máximo, 6,27% ao mês.
Embora as taxas ainda sejam as mais baixas do que outras modalidades, o empréstimo consignado também requer atenção de quem está interessado. O principal cuidado é no planejamento. O banco cobrará as parcelas diretamente da folha salarial. Assim, o tomador do crédito não pode esquecer que o salário não será mais integral e deve adequar seus gastos à nova realidade.
O consumidor deve observar se há desconto na sua conta-corrente de valor correspondente ao da parcela do crédito consignado. Se o banco tiver feito o desconto do valor em conta, o cliente tem direito de pedir que o valor em dobro seja depositado, com base no Código de Defesa do Consumidor.