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Porto Alegre, terça-feira, 17 de julho de 2018.
Dia de Proteção às Florestas .

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 17/07/2018. Alterada em 16/07 às 22h03min

FMI derruba crescimento do PIB para 1,8%

 O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 1,8% no relatório de Perspectiva Econômica Mundial deste mês, ante 2,3% em abril. Para 2019, a previsão de 2,5% foi mantida. A instituição já havia antecipado a revisão na semana passada, no comunicado do Conselho Executivo sobre as conclusões das consultas do capítulo IV para o Brasil.
No documento divulgado nesta segunda-feira, o fundo cita que a piora na perspectiva de crescimento reflete os "efeitos persistentes da greve", referindo-se à paralisação dos caminhoneiros em maio, e as "incertezas políticas".
O Brasil também está inserido em um contexto mais desafiador para economias emergentes. Segundo o FMI, as perspectivas de crescimento entre os emergentes estão mais "desniveladas", citando o aumento dos preços do petróleo, os juros mais altos nos Estados Unidos, a escalada das tensões comerciais e as pressões sobre as moedas de algumas economias com "fundamentos mais fracos".
O fundo ressalta que o dólar se fortaleceu globalmente mais de 5% em termos reais desde fevereiro. Nesse período, as moedas de economias avançadas ficaram inalteradas, enquanto as de economias emergentes tiveram nítida desvalorização, segundo o FMI. "O real se depreciou mais de 10% com uma recuperação econômica menor do que a esperada e incertezas políticas."
Sem citar nominalmente o Brasil, o FMI afirma que "muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento" precisam aumentar a resiliência por meio de um mix apropriado de políticas fiscais, monetárias, cambiais e para reduzir a vulnerabilidade a condições financeiras globais mais apertadas e inversões de fluxos de capital.
O fundo ainda cita que permitir um câmbio flexível será um importante meio para amortecer os impactos adversos de choques externos, embora os efeitos da depreciação cambial nos balanços privados e públicos e sobre as expectativas de inflação devam ser monitorados de perto.
Além desses sinais, o FMI afirmou que alguns riscos se ampliaram desde a última revisão do relatório de Perspectiva Econômica Mundial, publicada em abril. São eles: a política na Europa e o Brexit.
"A incerteza política aumentou na Europa, onde a União Europeia enfrenta desafios políticos fundamentais no que diz respeito à política de migração, à questão fiscal, às normas relativas ao Estado de direito e à arquitetura institucional da zona do euro. Os termos do Brexit também permanecem incertos apesar dos meses de negociação", afirmou, em nota, o economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), Maurice Obstfeld.
A estimativa do FMI para o Brasil está mais otimista que a do Banco Central (BC) e a do mercado financeiro. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho, o BC reduziu de 2,6% para 1,6% a estimativa de crescimento para o PIB em 2018.
Na última edição do Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a projeção de crescimento dos analistas de mercado caiu de 1,53% para 1,5% este ano. Ainda de acordo com a pesquisa, a projeção do PIB para 2019 foi mantida em 2,5%.
Na próxima sexta-feira, os ministérios da Fazenda e do Planejamento divulgarão a nova previsão para o PIB em 2018. A estimativa constará do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que orienta a execução do Orçamento e é divulgado a cada dois meses pela equipe econômica.
O indicador oficial da inflação, contudo, apontou para baixo. Segundo a pesquisa, a previsão de alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu para 4,15% em 2018, diante dos 4,17% da semana anterior. Para 2019, a expectativa continua em 4,10%. Entre outros índices divulgados pela Focus, o dólar tem previsão de R$ 3,70 para este ano, enquanto as taxas de juros ficaram inalteradas. A expectativa é de que a Selic termina 2018 a 6,5%, podendo crescer até 8% em 2019.
Também nesta segunda-feira, foi divulgado o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), com queda de 3,34% em maio sobre o mês anterior. O ambiente foi bastante contaminado pelos efeitos da greve dos caminhoneiros. A média móvel trimestral do IBC-Br teve baixa de 1,20% em maio, na série com ajuste sazonal. Em abril, o indicador havia registrado leve alta, de 0,01%, e em março havia cedido 0,33%.
Focus - Projeção Semanal

Fundo mantém projeção de alta para mercado global em 3,9%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve as projeções de crescimento global para este e o próximo ano em 3,9%, mas alertou para os riscos que a escalada das tensões comerciais pode causar. A avaliação consta no relatório Perspectiva Econômica Mundial, publicado nesta segunda-feira, pela instituição. No texto, o FMI alerta que a escalada da tensão comercial é "a maior ameaça de curto prazo" para o Produto Interno Bruto (PIB) global, citando barreiras impostas pelos Estados Unidos e as respostas de outras nações.

Além do impacto imediato sobre o sentimento do mercado, a proliferação de medidas comerciais poderia aumentar a incerteza sobre a amplitude potencial das ações comerciais, dificultando o investimento, enquanto barreiras comerciais mais elevadas tornariam os bens comercializáveis menos acessíveis, perturbariam as cadeias de fornecimento globais e retardariam a disseminação de novas tecnologias, reduzindo assim a produtividade", defendeu o FMI.

Mas a questão comercial não é o único desafio global. O FMI avalia que há sinais de que a expansão global dos últimos dois anos começa a se estancar. "A expansão está se tornando menos uniforme e os riscos para as perspectivas estão aumentando", ponderou o fundo.

O crescimento econômico dos Estados Unidos está acima do potencial, amparado pelos estímulos fiscais do governo federal e pelo fortalecimento do mercado de trabalho, diz o FMI. O fundo estima que a economia americana vai se expandir à taxa de 2,9% em 2018 e 2,7% em 2019. A projeção é a mesma da mais recente versão do relatório, publicada em abril.

"Um substancial estímulo fiscal, juntamente com uma demanda final privada já robusta, elevará a produção ainda mais acima do potencial e reduzirá a taxa de desemprego abaixo dos níveis registrados pela última vez há 50 anos, criando pressões inflacionárias adicionais. As importações devem se recuperar com a demanda doméstica mais forte, aumentando o déficit em conta corrente dos EUA e ampliando os desequilíbrios globais em excesso", comentou o FMI.

O texto também cita a batalha comercial empreendida pelo presidente americano, Donald Trump. De acordo com o FMI, a escalada protecionista é o principal risco de curto prazo para a economia mundial.

O FMI manteve a projeção para a expansão do PIB da China em 6,6% em 2018 e 6,4% em 2019 em seu relatório. Se confirmada, a estimativa representaria uma desaceleração do crescimento no país asiático em relação ao ano passado, quando o PIB se expandiu a uma taxa de 6,9%. Na avaliação do FMI, isso ocorreria "à medida que um aperto regulatório se assenta sobre o setor financeiro e a demanda externa se suaviza".

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