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Porto Alegre, terça-feira, 17 de julho de 2018.
Dia de Proteção às Florestas .

Jornal do Comércio

Economia

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Relações Internacionais

Notícia da edição impressa de 17/07/2018. Alterada em 17/07 às 01h00min

EUA aciona OMC contra retaliações comerciais

Lighthizer reclama que países querem punir os norte-americanos

Lighthizer reclama que países querem punir os norte-americanos


/ARIS OIKONOMOU/AFP/JC

Depois de promoverem cinco rodadas de tarifas pelo mundo que deram início a uma guerra comercial global, os Estados Unidos ingressaram ontem com uma reclamação contra a China, a União Europeia, o Canadá, o México e a Turquia na Organização Mundial do Comércio (OMC), em protesto contra sobretaxas retaliatórias aplicadas a produtos norte-americanos.

O governo de Donald Trump - que já taxou quase US$ 100 bilhões em importações pelo mundo e vinha sendo um crítico incisivo da OMC - argumenta que agiu dentro de normas internacionais, com o objetivo de proteger a segurança nacional e protestar contra o roubo de propriedade intelectual pelos chineses.

Já os demais países teriam atuado "sem qualquer justificativa", fora de tratados internacionais de comércio, segundo o governo dos EUA. Somados, eles aplicaram tarifas a cerca de US$ 67 bilhões em produtos norte-americanos.

Os norte-americanos tarifaram aço e alumínio importados, bem como produtos de tecnologia, peças e automóveis da China - e ameaçam expandir as tarifas contra mais US$ 200 bilhões em produtos no país asiático. Eles afirmam que agiram com base em leis norte-americanas e em investigações do governo, que demonstraram risco à segurança nacional ou práticas desleais por parte de determinados parceiros comerciais.

"Em vez de trabalharem conosco para enfrentar um problema comum, alguns dos nossos parceiros comerciais preferiram responder com medidas retaliatórias feitas para punir trabalhadores, empresas e fazendeiros norte-americanos", afirmou o embaixador Robert Lighthizer, que está à frente da Representação de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

A China também acionou a OMC ontem, contra a ameaça de novos US$ 200 bilhões em tarifas pelos norte-americanos. Agora, cabe à OMC, presidida pelo brasileiro Roberto Azevêdo, arbitrar sobre a disputa.

Trump já afirmou que a organização é "uma catástrofe" e que os EUA perdem muitas batalhas na instituição. Ele defende que suas regras sejam atualizadas e que os países-membros precisam abrir suas economias - uma crítica especialmente dirigida à China.

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