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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

16/07/2018 - 09h38min. Alterada em 16/07 às 09h41min

BC aponta queda de 3,34% no IBC-Br em maio, que é prévia do PIB

Greve dos caminheiros causou recuo, que ficou em 2,9% ante maio de 2017, aponta BC

Greve dos caminheiros causou recuo, que ficou em 2,9% ante maio de 2017, aponta BC


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Após subir 0,50% em abril (dado já revisado), a economia brasileira registrou forte retração em maio de 2018, sob impacto da greve dos caminhoneiros. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 3,34% em maio ante abril na série com ajuste sazonal, informou nesta segunda-feira (16) o Banco Central (BC).
O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,01 pontos para 133,40 pontos na série dessazonalizada entre os dois meses. Este é o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde dezembro de 2016 (132,87 pontos). A atividade em maio foi bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês.
Na comparação entre os meses de maio de 2018 e maio de 2017, houve baixa de 2,90% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 132,82 pontos em maio, ante 136,78 pontos de maio do ano passado.
O indicador de maio de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho próximo do apontado pela mediana (-3,00%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (-3,80% a -1,41% de intervalo). O patamar de 132,82 pontos é o pior para meses de maio desde 2009 (124,41 pontos).
O IBC-Br acumulou alta de 0,73% em 2018 até maio, informou o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,13% nos 12 meses encerrados em maio.
Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. O porcentual, informado pelo BC no fim de junho, é o mesmo considerado pelo Ministério da Fazenda.
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