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mercado financeiro

13/07/2018 - 18h53min. Alterada em 13/07 às 18h52min

Nasdaq renova 23ª máxima histórica no ano enquanto bancos cedem após balanços

Os mercados acionários americanos encerraram em alta o pregão desta sexta-feira (13), dando prosseguimento à valorização vista no dia anterior. Os ganhos, no entanto, foram limitados por papéis de bancos, que não conseguiram subir mesmo após balanços virem acima das expectativas. Já o Nasdaq apresentou leve avanço e se manteve em nível recorde, ao ser ajudado por ações de quatro companhias que renovaram máximas históricas de fechamento.
Os mercados acionários americanos encerraram em alta o pregão desta sexta-feira (13), dando prosseguimento à valorização vista no dia anterior. Os ganhos, no entanto, foram limitados por papéis de bancos, que não conseguiram subir mesmo após balanços virem acima das expectativas. Já o Nasdaq apresentou leve avanço e se manteve em nível recorde, ao ser ajudado por ações de quatro companhias que renovaram máximas históricas de fechamento.
O Nasdaq apresentou fôlego na reta final do pregão para fechar em alta de 0,03%, aos 7.825,98 pontos, renovando a 23ª máxima histórica do ano. O índice foi apoiado, novamente, por Amazon (+0,91%), Facebook (+0,19%), Microsoft (+1,19%) e Alphabet (+0,26%), que também bateram recorde.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,38%, aos 25.019,41 pontos, com ganho semanal de 2,28%. O S&P 500 subiu 0,11%, aos 2.801,31 pontos, com alta de 1,55% na semana, enquanto o Nasdaq avançou 0,03% e apresentou ganho de 1,93% na semana.
O dia tinha tudo para ser dos bancos. Dando o pontapé inicial para a temporada de balanços referentes ao segundo trimestre, o J.P.Morgan viu o lucro líquido subir 18% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 8,32 bilhões, o equivalente a US$ 2,29 por ação, acima do esperado por analistas (US$ 2,22).
Mesmo assim, as ações do banco recuaram 0,46%, mesmo movimento visto nos papéis do Citigroup, que cederam 2,20%. O banco também informou que seu lucro líquido por ação superou a estimativa de US$ 1,56, ao subir para US$ 1,63. Nesse sentido, não surpreendeu a queda de 0,46% registrada pelo subíndice financeiro do S&P 500.
"Temos cortes de impostos, um regime regulatório mais brando, gastos fiscais... Tudo isso é, na maior parte, positivo para os mercados", disse o estrategista de ações do Wells Fargo, Sameer Samana. Para ele, o que será chave observar é o quanto as tarifas comerciais prejudicam a cadeia de fornecimento global e, potencialmente, aumentam a inflação.
No entanto, apesar dos aumentos nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), os bancos seriam alvo de um fator de incerteza: o achatamento da curva de rendimentos dos Treasuries, à medida que o crescimento dos empréstimos bancários deve enfrentar forte desaceleração em um cenário de inversão da curva, que pressupõe uma recessão econômica em solo americano.
O achatamento da curva se mostrou ainda mais presente na tarde desta sexta-feira, quando o spread entre o juro da T-note de dois anos (2,569%) e o retorno da T-note de dez anos (2,832%) chegou a 26 pontos-base, próximo do menor nível desde 2007.