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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de julho de 2018.
Dia do Engenheiro Florestal.

Jornal do Comércio

Economia

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Notícia da edição impressa de 12/07/2018. Alterada em 12/07 às 09h06min

Mato Grosso e Paraná foram as praças mais afetadas pelos caminhoneiros

No Rio Grande do Sul, perdas foram de 11% nos 11 dias de greve

No Rio Grande do Sul, perdas foram de 11% nos 11 dias de greve


/DENIS CHARLET/AFP/JC
A paralisação de caminhoneiros, ocorrida entre 21 de maio e 2 de junho, afetou a produção industrial de 14 dos 15 estados investigados pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal.
Os estados cuja produção sofreu em maio o maior impacto foram Mato Grosso (-24,2%), Paraná (-18,4%), Bahia (-15%) e Santa Catarina (-15%). São Paulo (-11,4%) e Rio Grande do Sul (-11%) completam a lista dos estados cujas perdas em maio superam a média nacional.
Bloqueios de estradas e o consequente desabastecimento de alimentos e combustíveis levaram a produção industrial brasileira em maio a uma perda de 10,9% em relação a abril. Quase todos os estados pesquisados tiveram em maio perdas que superaram ganhos nos meses anteriores. A exceção foi o estado do Pará, o único da lista de 15 estados investigados pelo IBGE que teve alta na produção de maio, de 9,2%. Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%) também registraram queda em maio.
Apesar das fortes perdas no período, a produção industrial brasileira acumula alta de 2% de janeiro a maio deste ano. Sete estados, porém, têm saldo negativo, com destaque para o Espírito Santo, que teve queda de 5,1% na produção nos cinco meses.
De acordo com o IBGE, a paralisação de caminhoneiros, que durou 11 dias, desarticulou a produção nacional.
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