Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 11 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

Alterada em 11/07 às 18h20min

Dólar tem ganho generalizado com atos dos EUA sobre tarifas

O dólar avançou em relação a rivais e a diversas moedas de emergentes nesta quarta-feira (11), amparado em dois fatores de suporte relacionados à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Perto do horário de fechamento em Nova Iorque, o dólar subia a 112,02 ienes, enquanto o euro baixava a US$ 1,1673 e a libra recuava a US$ 1,3205. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras seis moedas fortes, fechou em alta de 0,60%, aos 94,720 pontos.
Além do anúncio na terça-feira (10) de que a Casa Branca iniciou o procedimento para impor uma tarifa adicional de 10% sobre US$ 200 bilhões em mercadorias chinesas, fortaleceu o dólar a notícia de que o Senado americano aprovou um projeto de lei que, se avalizado pela Câmara e sancionado pela Presidência, daria ao Legislativo a palavra final sobre tarifas aplicadas sob a justificativa de proteção da segurança nacional.
Comunicado do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) detalhou na terça uma lista de mais de 6 mil tipos de produtos chineses sobre cujas importações, que têm um valor anual de US$ 200 bilhões, propõe aplicar uma tarifa adicional de 10%.
O novo desdobramento no que já é abertamente chamado de guerra comercial entre Washington e Pequim semeou elevada incerteza pelos mercados, inclusive o de câmbio, levando investidores a ativos vistos como seguros, a exemplo do dólar. Já a tramitação no Legislativo dos EUA do projeto de lei citado acima abre a possibilidade de que, com uma contenção da aplicação de tarifas pelo Congresso, a economia americana siga se fortalecendo e leve a uma aceleração do aperto monetário promovido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Entre moedas emergentes, destacou-se negativamente a lira turca. No caso dessa divisa, some-se ao fator guerra comercial a informação, divulgada nesta quarta pelo banco central da Turquia, de que o déficit em conta corrente do país segue em trajetória ascendente, chegando a US$ 5,9 bilhões em maio. Além disso, o presidente Recep Tayyip Erdogan disse mais cedo que o dólar e as taxas de juros dos bônus soberanos turcos cairiam em breve. Às 17h56 (de Brasília), o dólar avançava a 4,8738 liras turcas.
Já no vizinho ao norte dos EUA, nem mesmo a alta do juro básico para 1,50% pelo Banco do Canadá (BoC) fez com que o dólar canadense subisse. No fim da tarde, o dólar subia para 1,3213 dólar canadense.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia