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Porto Alegre, terça-feira, 10 de julho de 2018.
Dia da Pizza.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Alterada em 10/07 às 17h16min

Exportações gaúchas têm queda no segundo trimestre

Volume de cargas embarcadas no Porto de Rio Grande caiu 8,7% entre maio e junho

Volume de cargas embarcadas no Porto de Rio Grande caiu 8,7% entre maio e junho


TECON/DIVULGAÇÃO/JC
A crise cambial na Argentina e a redução das vendas de carne suína, provocada pelo embargo da Rússia, e a greve dos caminhoneiros, no contexto interno, afetaram as exportações da indústria de transformação gaúcha no segundo trimestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) com base em dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
As vendas industriais, que respondem por 60% das exportações gaúchas, caíram 7,5%, somando US$ 2,9 bilhões. A greve dos caminhoneiros contribuiu para o declínio de 8,7% do volume de cargas embarcadas pelo Porto de Rio Grande entre maio e junho, que reduziu 417 mil toneladas. A venda de carne suína para os russos caiu 56,6% devido ao embargo.
Treze das 23 categorias do setor industrial registraram queda, cinco tiveram expansão e cinco se mantiveram estáveis. As maiores quedas foram em químicos (-32,3%), alimentos (-16,0%), máquinas e equipamentos (-15,7%) e tabaco (-6,9%). Já o segmento de celulose e papel avançou 99,4%.
As exportações totais do Rio Grande do Sul somaram US$ 4,83 bilhões e recuaram 3,1% entre abril e junho, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A China foi o principal destino das exportações no trimestre, com alta de 9,9%, atingindo US$ 1,9 bilhão, tendo a soja como principal produto. A Argentina, mesmo com queda de 5,1%, veio em segundo, com US$ 439,7 milhões. Os Estados Unidos, terceiros colocados, reduziram em mais de 16% suas compras, que totalizaram US$ 293,2 milhões.
Em junho, o fluxo somou US$ 1,47 bilhão, recuo de 12,9%. Desse total, a indústria foi responsável por US$ 972 milhões, retração de 18%. As maiores contribuições para esse resultado vieram de alimentos (-40,6%), químicos (-25,4%), tabaco (-25,6%), máquinas e equipamentos (-22,4%), materiais elétricos (-53,8%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,8%). Já celulose e papel (71,4%), couro e calçados (6,3%), borracha e plástico (17,4%) e móveis (28,6%) foram os destaques positivos.
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