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mercado financeiro

06/07/2018 - 10h17min. Alterada em 06/07 às 10h17min

Dólar desacelera com payroll e IPCA, mas ata do Fed e ausência do BC apoiam alta

O dólar desacelerou a alta ante o real após a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos de junho, nesta manhã de sexta-feira (6). Embora o país tenha criado mais vagas que o esperado, com 213 mil novos empregos no mês passado (ante previsão de 195 mil vagas), investidores reagem negativamente ao aumento da taxa de desemprego de 4%, acima da previsão de 3,8%, e também o avanço abaixo do previsto do salário médio por hora, de +0,19% em junho ante maio, enquanto a estimativa era de +0,30%. Há pouco, o dólar à vista subia 0,27%, aos R$ 3,9417. O dólar futuro de agosto avançava 0,22%, aos R$ 3,9515.
O dólar desacelerou a alta ante o real após a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos de junho, nesta manhã de sexta-feira (6). Embora o país tenha criado mais vagas que o esperado, com 213 mil novos empregos no mês passado (ante previsão de 195 mil vagas), investidores reagem negativamente ao aumento da taxa de desemprego de 4%, acima da previsão de 3,8%, e também o avanço abaixo do previsto do salário médio por hora, de +0,19% em junho ante maio, enquanto a estimativa era de +0,30%. Há pouco, o dólar à vista subia 0,27%, aos R$ 3,9417. O dólar futuro de agosto avançava 0,22%, aos R$ 3,9515.
Antes da divulgação desses dados, a moeda americana chegou a registrar máxima, aos R$ 3,9516 (+0,54%), em meio à guerra comercial entre EUA e China e após a ata do Federal Reserve.
Nesta sexta já está em vigor a tarifa de 25% sobre importações pelos Estados Unidos de US$ 34 bilhões em produtos chineses, que teve resposta recíproca imediata por Pequim e imprime um viés de baixa ao dólar ante seus pares principais e algumas divisas emergentes no exterior, como dólar australiano e os pesos chileno e mexicano.
Na quinta-feira, a ata da reunião de junho do Federal Reserve indicou que os juros vão seguir em elevação na maior economia do mundo. Também relatou um certo desconforto entre dirigentes do Fed em relação à política comercial, a elevação do dólar nos mercados emergentes, incluindo o Brasil, e a possibilidade de a política fiscal não estar em um ritmo sustentável. Segundo a ata, desdobramentos no cenário político em alguns mercados emergentes, como o brasileiro, aumentam as preocupações com as "vulnerabilidades financeiras".
Além disso, o sinal positivo se sustenta ante o real nesta sexta-feira, com o dólar à vista perto dos R$ 3,950, em mais uma sessão - a décima seguida -, sem previsão de leilão extra de swap cambial do Banco Central nem oferta de linha com recompra. Está mantido apenas o leilão de rolagem do vencimento de swap de agosto, com oferta de até US$ 700 milhões.
O IPCA de junho de 1,26% ficou ainda levemente abaixo da mediana das projeções (+1,28%) e dentro do intervalo das estimativas dos analistas (1,02% a 1,37%), trazendo um viés de baixa aos juros futuros, e limitando de certa forma a valorização do dólar ante o real. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,60%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,39%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 4,14% a 4,50%, e abaixo da mediana de 4,41%.
Às 9h52min, o dólar à vista subia 0,35%, aos R$ 3,9441. O dólar futuro de agosto avançava 0,27%, aos R$ 3,9535.