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Mercado Financeiro

29/06/2018 - 19h25min. Alterada em 29/06 às 19h25min

Menor tensão comercial ajuda mercados em Nova Iorque, mas inflação nos EUA pesa

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta sexta-feira (29) em leve alta, tendo perdido força ao longo do dia, à medida que as medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos continuaram no foco dos agentes. Além disso, os preços do petróleo contribuíram para os ganhos, enquanto, por outro lado, a possibilidade de juros mais elevados pesou nos negócios.
Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta sexta-feira (29) em leve alta, tendo perdido força ao longo do dia, à medida que as medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos continuaram no foco dos agentes. Além disso, os preços do petróleo contribuíram para os ganhos, enquanto, por outro lado, a possibilidade de juros mais elevados pesou nos negócios.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,23%, aos 24.271,41 pontos; o S&P 500 subiu 0,08%, aos 2.718,37 pontos; e o Nasdaq avançou 0,09%, aos 7.510,30 pontos. Na semana, os três indicadores apresentaram perdas - de 0,55%; 0,70% e 1,88%, respectivamente. Na maior pontuação do dia, o Dow Jones chegou a ultrapassar 1%, enquanto os outros dois índices chegaram próximos de subir 1%.
No fechamento do semestre, as bolsas em Nova Iorque continuaram impulsionadas por comentários do presidente americano, Donald Trump, feitos no dia anterior. Trump sinalizou que está disposto a negociar parcerias comerciais com a União Europeia e a China, além de ressaltar que apoia o livre-comércio, mas que deseja torná-lo mais justo. Neste domingo, passam a entrar em vigor tarifas aplicadas pelo Canadá sobre 16,6 bilhões de dólares canadenses em produtos americanos, numa medida tomada em retaliação às barreiras impostas pelos EUA sobre o aço e o alumínio do país vizinho.
Na avaliação do diretor de investimento do US Bank Wealth Management, Jeff Kravetz, este é "um bom momento depois de uma série de perdas", acrescentando que os testes de estresse mais otimistas, juntamente com os ganhos nos preços do petróleo, tornaram as ações de bancos e de energia mais atraentes para compradores. O Wells Fargo subiu 3,37%, o Citigroup avançou 0,06%, a Chevron ganhou 0,61% e a ExxonMobil teve alta de 0,93%.
Por outro lado, os investidores receberam um sinal de que a inflação está se confirmando mais forte. O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) apresentou avanço de 0,2% na passagem de abril para maio e, na comparação anual, cresceu 2,3%. Já o núcleo do indicador, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em maio ante abril e, em relação a maio de 2017, avançou 2,0%, atingindo a meta estabelecida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
"O mercado parece bastante otimista em relação à inflação americana, mas existem as raízes da pressão inflacionária, que podem fazer os índices subirem ainda mais, como as tarifas comerciais, o mercado de trabalho em pleno emprego e o fechamento de fronteiras que limitam a oferta de mão de obra", comentou o diretor de investimentos da Sun Life Financial, Randy Brown. Próximo ao horário de fechamento das bolsas, outro motivo foi adicionado ao radar de que a inflação pode subir mais e puxar junto as taxas de juros: a de que o presidente americano, Donald Trump, deseja tornar os cortes nos impostos a pessoas físicas permanentes e reduzir o tributo corporativo de 21% para 20%.