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Mercado Financeiro

29/06/2018 - 18h27min. Alterada em 29/06 às 18h26min

Ibovespa sobe 1,39%, mas termina junho com perda de 5,20%

Com o petróleo e as bolsas de Nova Iorque em alta, o Índice Bovespa encontrou fôlego para mais um pregão de ganhos, conduzidos principalmente pelas ações do setor financeiro e de commodities. O noticiário doméstico mais ameno dos últimos dias também contribuiu. Em terreno positivo desde a abertura dos negócios, o indicador terminou a sessão aos 72.762,51 pontos, com alta de 1,39%. Apesar da alta de 3,00% na semana, o índice contabilizou queda de 5,20% em junho. No semestre, houve perda de 4,76%.
Com o petróleo e as bolsas de Nova Iorque em alta, o Índice Bovespa encontrou fôlego para mais um pregão de ganhos, conduzidos principalmente pelas ações do setor financeiro e de commodities. O noticiário doméstico mais ameno dos últimos dias também contribuiu. Em terreno positivo desde a abertura dos negócios, o indicador terminou a sessão aos 72.762,51 pontos, com alta de 1,39%. Apesar da alta de 3,00% na semana, o índice contabilizou queda de 5,20% em junho. No semestre, houve perda de 4,76%.
"A Bolsa amanheceu sob a influência positiva dos mercados internacionais, com destaque para o tom mais ameno do presidente Donald Trump nesta semana. Por aqui, também contribuíram para a alta os ajustes de carteiras para o final do semestre", disse Ariovaldo Ferreira, gerente de renda variável da Hcommcor.
Nas bolsas de Nova Iorque, as altas seguiram apoiadas no arrefecimento da tensão relacionada aos atritos comerciais da Casa Branca, desde que Trump reduziu o tom de seus ataques a outros países, em especial a China. As ações do setor financeiro foram os destaques de alta em Wall Street, contagiando os papéis de bancos também no Brasil. Entre esses papéis, os destaques ficaram com Bradesco ON (+2,22%), Banco do Brasil ON (+1,78%) e Itaú Unibanco PN (+1,74%).
O petróleo fechou em altas firme, reflexo das interrupções de exportações na Líbia e dos das preparações de diversos países antes de as sanções dos Estados Unidos à indústria petroleira do Irã entrarem em vigor, em novembro. Em resposta, as ações da Petrobras terminaram o dia com altas de 2,70% (ON) e 3,55% (PN).
No noticiário doméstico, os agentes do mercado acompanharam o imbróglio jurídico em torno da ofensiva dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar tirá-lo da prisão. Há três pedidos da defesa no Supremo Federal Tribunal (STF). O fato é que, às vésperas do recesso da Casa, o mercado já começa a ver como remotas as chances de registro da candidatura do ex-presidente.
Para os próximos meses, o consenso entre analistas é de aumento da volatilidade. Ariovaldo Ferreira, da Hcommocor, afirma que, apesar da previsão de um mês de julho menos movimentado, por conta dos recessos parlamentar e judiciário, é crescente a preocupação com o futuro dos ativos domésticos no segundo semestre, dada a expectativa de instabilidade gerada pela aproximação das eleições presidenciais.
"O ideal para a bolsa continuar a recuperar as perdas seria que o dólar se mantenha em patamares confortáveis e a inflação continue comportada. Mas não foi o que vimos em junho, quando ainda sentimos os efeitos da greve dos caminhoneiros e vimos o Banco Central ter de intervir no câmbio", disse o gerente. Outro ponto destacado por ele para julho é o início da safra de balanços do segundo trimestre, que mostrarão os efeitos dos últimos eventos no desempenho das empresas.