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Economia

- Publicada em 29 de Junho de 2018 às 10:41

Confiança da indústria cai 1 ponto em junho, revela FGV

Mesmo assim, o indicador terminou o segundo trimestre com avanço de 0,2 pontos, aos 100,7 pontos

Mesmo assim, o indicador terminou o segundo trimestre com avanço de 0,2 pontos, aos 100,7 pontos


LEONID STRELIAEV/DIVULGAÇÃO/JC
Agência Estado
Assim como os outros setores, a confiança da indústria recuou em junho. A queda foi de 1,0 ponto, para 100,1 pontos, o menor nível desde janeiro deste ano (99,4 pontos), informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (29). Mesmo assim, o indicador terminou o segundo trimestre com avanço de 0,2 ponto ante o primeiro trimestre, subindo de 100,5 pontos para 100,7 pontos.
Assim como os outros setores, a confiança da indústria recuou em junho. A queda foi de 1,0 ponto, para 100,1 pontos, o menor nível desde janeiro deste ano (99,4 pontos), informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (29). Mesmo assim, o indicador terminou o segundo trimestre com avanço de 0,2 ponto ante o primeiro trimestre, subindo de 100,5 pontos para 100,7 pontos.
A coordenadora da sondagem na FGV, Tabi Thuler Santos, diz que a queda da confiança industrial está relacionada aos problemas causados pela greve dos caminhoneiros. "A descontinuidade nos transportes rodoviários de cargas, ocorrida entre o final de maio e o início de junho, aumentou os estoques de produtos finais e reduziu os estoques de insumos, afetando custos, produção, utilização da capacidade e confiança."
Apesar disso, ela destaca a melhora nas expectativas, mas pondera que pode ser um efeito passageiro, influenciado pelo efeito base do fraco desempenho do setor em maio.
A confiança industrial caiu em 12 dos 19 segmentos industriais. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 5,5 pontos, para 95,1 pontos, o menor nível desde setembro de 2017 (90,8 pontos). Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE) subiu 3,4 pontos, para 105,0 pontos, alcançando o maior patamar desde maio de 2013 (105,4 pontos).
Como citou Tabi, a "expressiva" piora do nível de estoques foi determinante para a queda da confiança no mês. O porcentual de empresas com sobra de produtos cresceu de 7,9% para 12,8% entre maio e junho - o pior resultado desde abril de 2017 (12,9%). Já a proporção de indústrias com estoques insuficientes aumentou de 3,9% para 4,5%, retornando ao mesmo nível de abril deste ano.
Por outro lado, as melhores expectativas de contratação e produção influenciaram igualmente o avanço do IE em junho. O indicador de evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes subiu 6,2 pontos, para 107,3 pontos - o maior desde junho de 2011 (108,8), já o indicador de produção prevista para os três meses seguintes avançou 5,8 pontos, para 108,0 pontos, um recorde desde maio de 2013 (108,1).
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) voltou a cair depois de nove meses. O recuo foi de 0,3 ponto porcentual, para 76,2%. Em termos trimestrais, o NUCI teve elevação de 0,9 ponto porcentual ante o período de janeiro a março, atingindo 76,4%.
A edição de junho de 2018 coletou informações de 1.069 empresas entre os dias 04 e 26 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem da Indústria ocorrerá em 27 de julho e a prévia será anunciada dia 20 de julho.
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