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petróleo

28/06/2018 - 12h12min. Alterada em 28/06 às 12h12min

Acordo entre Opep e Rússia não foi suficiente para reduzir preço do petróleo

Folhapress
O acordo entre membros da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) e a Rússia não foi suficiente para aliviar a pressão sobre as cotações internacionais do petróleo, que começam a ter reflexos no preço da gasolina brasileira.
O acordo entre membros da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) e a Rússia não foi suficiente para aliviar a pressão sobre as cotações internacionais do petróleo, que começam a ter reflexos no preço da gasolina brasileira.
Nessa quarta (27), o petróleo WTI, negociado em Nova Iorque, fechou no maior nível desde novembro de 2014, ao atingir US$ 72,76 por barril, alta de 3,2%. O Brent, negociado em Londres, teve alta de 1,7%, encerrando o pregão a US$ 77,62 por barril.
As duas cotações vêm em alta desde o anúncio do acordo da Opep com a Rússia, no último fim de semana, diante de incertezas sobre a capacidade dos maiores produtores mundiais para substituir a produção do Irã e da Venezuela.
Além disso, o fornecimento aos Estados Unidos enfrenta problemas logísticos para escoamento da produção e a possibilidade de perda de até 360 mil barris por dia com a paralisação de um grande projeto no Canadá.
O mercado acredita que os membros da Opep e a Rússia terão dificuldades para ampliar sua produção em mais de um milhão de barris por dia, volume considerado insuficiente para suportar o crescimento da economia global, diante da perda de produção de Irã e Venezuela.
O acordo foi negociado entre Rússia e Arábia Saudita, dois dos maiores produtores globais, após pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem cobrando queda das cotações internacionais desde o início do ano.
As negociações colocaram os sauditas, aliados estratégicos dos Estados Unidos, ao lado dos russos, com quem o governo Trump vem tendo atritos -como as divergências sobre os bombardeios a alvos na Síria, em abril, e a saída do tratado nuclear com o Irã, em maio.
Apesar do xadrez geopolítico que a aliança Moscou-Riad representa, analistas americanos comemoraram a decisão da Opep, e dizem que ela é um "ganha-ganha".
"Os EUA já vinham alertando que preços altos do barril do petróleo comprometeriam o crescimento econômico global", afirmou Frank Verrastro, especialista em energia do CSIS (Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos, na sigla em inglês).
O timing da decisão pode ser especialmente bom para os americanos, pela promessa de preços mais baixos da gasolina em pleno verão (quando muitas famílias tiram férias e viajam pelo país), e também para Trump, que tem trabalhado para eleger candidatos alinhados ao seu governo nas eleições legislativas, em novembro.
Gasolina A escalada recente das cotações internacionais, porém, vem levando a aumentos também no preço da gasolina brasileira, que ultrapassa nesta quinta (28) a casa dos R$ 1,90 por litro nas refinarias da Petrobras pela primeira vez em 12 dias.
Pela terceira vez desde sexta (23), a estatal aumentou o valor de venda do combustível. Nesta quinta, será de R$ 1,9027 por litro. Os aumentos interrompem uma sequência de quedas iniciada no começo de junho, quando as cotações internacionais e a taxa de câmbio começaram a ceder.
O preço do diesel está congelado por acordo entre o governo e os caminhoneiros.