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Mercado Financeiro

20/06/2018 - 18h10min. Alterada em 20/06 às 18h10min

Questão imigratória apoia techs e Nasdaq renova máxima histórica de fechamento

Os mercados acionários norte-americanos não adotaram direção única no fechamento do pregão desta quarta-feira (20) mas o otimismo em torno da questão imigratória nos Estados Unidos se fez presente, após o presidente americano, Donald Trump, assinar decreto que mantém famílias imigrantes unidas na fronteira com o México.
Os mercados acionários norte-americanos não adotaram direção única no fechamento do pregão desta quarta-feira (20) mas o otimismo em torno da questão imigratória nos Estados Unidos se fez presente, após o presidente americano, Donald Trump, assinar decreto que mantém famílias imigrantes unidas na fronteira com o México.
O índice Nasdaq voltou a renovar máxima histórica de fechamento, apoiado pelo avanço de grandes companhias de tecnologia, ao subir 0,72%, para 7.781,51 pontos. Por volta das 14 horas, o indicador superou a marca psicologicamente importante de 7.800 pontos. O S&P 500 avançou 0,17%, aos 2.767,32 pontos e o Dow Jones destoou dos demais e recuou 0,17%, aos 24.657,80 pontos.
Trump dominou os mercados durante a tarde. Após defender a política imigratória de "tolerância zero" contra imigrantes ilegais, o presidente americano afirmou, em encontro com congressistas republicanos, que assinaria um decreto para manter pais e filhos unidos na fronteira dos EUA com o México.
Apesar de voltar atrás, o republicano rebateu as críticas e disse não abrir mão da construção do muro. "Se você é fraco, o país vai ficar sobrecarregado com as pessoas. Mas, se você é forte, então não tem coração", disse o presidente americano horas antes de assinar o documento.
Imigrantes representam cerca de 25% da força de trabalho das empresas americanas de ciência e tecnologia. Não por acaso, as políticas imigratórias do governo Trump foram criticadas por gigantes do setor nos últimos dias.
"Precisamos parar essas medidas agora", pediu o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg.
Já o CEO da Apple, Tim Cook, comentou que a separação de pais e filhos imigrantes é "algo desumano e que precisa parar".
Nesse sentido, ações de techs se favoreceram com o recuo de Trump e com a expectativa de que outras questões imigratórias sejam colocadas na pauta do Congresso.
Nas máximas históricas de fechamento, o papel do Facebook encerrou o dia em alta de 2,31% (US$ 202,06), o da Netflix subiu 2,91% (US$ 416,76) e o da Amazon ganhou 0,88% (US$ 1.750,08). Entre outras techs, a Apple avançou 0,44% e o Twitter fechou o pregão com alta de 2,63%.
No campo corporativo, os investidores se atentaram à oferta de US$ 71,3 bilhões feita pela Walt Disney por ativos da 21st Century Fox.
O valor é maior do que o oferecido pela Comcast e, durante a tarde, em um comunicado, a Fox afirmou que o acordo da Disney "é superior à proposta feita anteriormente pela Comcast". O papel da Disney subiu 0,99% e o da Fox teve valorização de 7,38%.
Ainda em Washington, Trump pouco falou sobre as relações comerciais com a China. No entanto, ressaltou que a Casa Branca está trabalhando em acordos comerciais e que, "muito em breve, iremos divulgar acordos muito, muito bons para nós".
Com a base dada, a pressão vendedora de títulos públicos americanos falou mais alto e os rendimentos foram às máximas durante a tarde, apagando parte das compras vistas nos dias anteriores, quando a escalada das tensões comerciais com Pequim imperou no sentimento dos consumidores.
O índice Dow Jones, que abriu o dia em alta devido à menor tensão comercial, apagou as perdas após comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que pesaram em ações ligadas a consumo. Para o dirigente, a economia sólida dos EUA apoia novos aumentos nas taxas de juros e a retirada da orientação futura do comunicado da decisão de política monetária é condizente com a normalização da política do banco central. Além disso, Powell ressaltou que os membros do Fed não veem impacto de conflitos comerciais sobre o desempenho da economia americana.
No índice Dow Jones, a saída da General Electric no mês que vem penalizou papéis da companhia, que recuaram 0,54%. A substituta, a farmacêutica Walgreens Boot Alliance, apresentou subida de 5,25%.