Porto Alegre, sábado, 14 de março de 2020.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Mercado Financeiro

20/06/2018 - 17h42min. Alterada em 20/06 às 17h42min

Petróleo fecha sem direção única em meio à volatilidade

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira (20) em direções opostas, em uma sessão volátil por causa das expectativas em torno da reunião do grupo Opep+, que reúne os 14 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e 10 nações produtoras.
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira (20) em direções opostas, em uma sessão volátil por causa das expectativas em torno da reunião do grupo Opep+, que reúne os 14 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e 10 nações produtoras.
Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para agosto baixou US$ 0,34 (-0,45%), a US$ 74,74. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para o mesmo mês avançou US$ 0,81 (+1,25%), para US$ 65,71, e o contrato de julho, que vence nesta quarta, teve alta de US$ 1,15 (1,77%), a US$ 66,22.
Ao longo desta quarta-feira, mais autoridades do grupo Opep+ têm chegado a Viena para participar da cúpula. A reunião somente começa na sexta-feira, mas as conversas de bastidores estão a todo vapor.
O secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, afirmou que o acordo de cortes de produção atualmente em vigor estabelece a base para "a sustentabilidade do mercado de petróleo no longo prazo". Nos termos presentes, que valem desde o início de 2017, os 24 signatários têm buscado reduzir, em média, sua produção mensal combinada em 1,8 milhão de barris por dia em relação aos níveis de outubro de 2016.
Às vésperas da reunião oficial, autoridades da Arábia Saudita, por sua vez, estão tentando convencer aliados no Opep+ a apoiar uma elevação da oferta combinada em 500 mil barris por dia, segundo fontes com conhecimento do assunto.
O ministro de Energia, Indústria e Recursos Minerais saudita, Khalid Al-Falih, garantiu que "todos os ministros" com que se encontrou concordam que "é hora" de mudar os rumos do Opep+ e "responder ao mercado", mas admitiu que ainda não há uma decisão consensual sobre o tema.
Outro fator a movimentar o mercado da commodity foi a contagem de estoques de petróleo do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que apontou recuo de 5,914 milhões de barris na semana passada, queda consideravelmente mais acentuada que o projetado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal (-2,5 milhões de barris).
Importante indicador da demanda, os estoques de gasolina foram na contramão da matéria-prima e avançaram 3,277 milhões de barris, enquanto as reservas de destilados tiveram alta de 2,715 milhões de barris. As previsões eram de baixas de 200 mil e 100 mil barris, respectivamente.
As refinarias dos EUA operaram com 96,7% da capacidade na semana passada, acima dos 95,7% do período imediatamente anterior.
Além disso, de acordo com o presidente da consultoria Lipow Oil, Andy Lipow, ataques de rebeldes a portos exportadores de petróleo na Líbia tiraram 400 mil barris do mercado, o que concedeu certo suporte aos preços. (Com informações da Dow Jones Newswires)